Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Estrutura e evasão
O filme A vida que a gente só ouve falar retrata o cenário característico da vida dos analfabetos que, segundo dados do Pnad, atinge cerca de 11 milhões de brasileiros. Nesse contexto, observa-se que a estrutura das escolas brasileiras e as altas taxas de evasão escolar contribuem para a manutenção desse paradigma no Brasil, merecendo um olhar crítico de enfrentamento.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a estrutura escolar é fundamental para a consolidação da educação na vida do indivíduo. Entretanto, segundo dados da pesquisa do G1, somente uma em cada vinte escolas brasileiras possui estrutura básica suficiente para educar. Assim, fica evidente que a educação brasileira é inviabilizada e, consequentemente, o analfabetismo funcional torna-se um problema no país.
Em segundo plano, vale destacar que o uso de drogas e a dificuldade financeira enfrentada por muitos brasileiros contribuem com essa problemática. Isso visto que esses dois fatores viabilizam a evasão escolar, dificultando o processo educacional brasileiro. Prova disso é que, segundo dados do IBGE, quatro em cada 10 alunos evasivos saiu da escola para trabalhar e minimizar as dificuldades financeiras em casa. Além disso, a pesquisa do Conselho Tutelar do Brasil mostrou que 40 por cento dos indivíduos que abandonaram a escola estão envolvidos com o uso de drogas, o que sugestiona a relação entre vício e analfabetismo.
Conclui-se, portanto, que o analfabetismo funcional no Brasil precisa ser minimizado. Assim, é importante que o governo minimize a evasão escolar, através de investimento financeiro, para possibilitar o processo educacional. Isso por meio da disponibilização de um auxilio financeiro mensal aos estudantes que vivenciam dificuldades financeiras e da contratação de psicanalistas para auxiliar psicologicamente os alunos em tratamento de vícios. Além disso, o governo, por meio de obras e reformas, deve atuar em melhorias nas estruturas escolares para viabilizar a educação.