Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/01/2021

De acordo com o filósofo Rousseau: “O bem-estar social consiste em uma política social como forma de garantir uma melhor qualidade de vida”. No entanto, no Brasil, quando se observa a educação, verifica-se que o ideal de Rousseau é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse contexto, torna-se clara a má formação do ensino fundamental II e o sistema desigual de educação brasileira.

A princípio, o Índice de Analfabetismo Funcional (INAF) em 2018, fez uma pesquisa e afirmou que 45% dos estudantes chegam ao ensino médio. Nesse sentido, é possível percebe que, a falha vem  desde o ensino fundamental II devido a falta de pesquisas dentro da própria escola para identificar e reverter a tempo a lacuna de cada um. Em 2011, o INAF afirmou que metade das crianças de ensino fundamental II não dominam o letramento e o numeramento, essa infeliz realidade gera mais analfabetos funcionais do que pessoas alfabetizadas.

Além disso, a Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito a educação. Percebe-se que, na atual realidade brasileira, isso não é cumprido, pois, o sistema de educação é desigual, nem todos tem o mesmo acesso. Segundo o INAF, apenas 34% chegam ao ensino superior. Nessa perspectiva, é fato que essa pequena parcela tiveram acesso que os demais não puderam usufruir. Por mais que o direito a aprendizagem seja uma política publica, essa entrave dificulta a inclusão educacional.

Depreende-se, portanto, que o Ministério da Educação (MEC), junto com as escolas atuem de maneira incisiva, com o intuito de mitigar o problema. Para que isso ocorra, o MEC através de debates com as instituições escolares deve decidir quais turmas vão participar dos testes com finalidade de reduzir os números de pessoas analfabetas funcionais. Por meio de provas de nivelamento estudantil para identificar as principais dificuldades de cada aluno, e assim os profissionais da educação vão trabalhar na falha de cada um. Logo, a sociedade se aproxima do bem-estar proposto por Rousseau.