Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/01/2021

O filme “o menino que descobriu o vento” mostra a realidade de um jovem africano que foi obrigado a deixar a escola para a ajudar os pais na agricultura de subsistência. Da mesma forma acontece do Brasil, pois a educação não é prioridade em relação a sobrevivência. Sendo assim, percebe-se que há uma precarização na educação pública -que não é de qualidade- e também não se estende a toda a sociedade, o que gera a dificuldade de entender textos básicos, por exemplo.

A priori, a educação pública brasileira apresenta diversas falhas. Segundo Anísio Teixeira, só teremos uma sociedade democrática quando for construída uma máquina, sendo ela a escola pública de qualidade. Em comunidades rurais a educação muitas vezes não chega, o que impede o crescimento social e aumenta o analfabetismo, já que segundo os dados do Instituto Paulo Montenegro e da ONG ação educativa, 8% da população em idade de trabalhar tem dificuldade de se expressar e de compreender.

Dessa forma, fica perceptível que pessoas analfabetas funcionais acabam sendo facilmente manipuláveis, já que não são capazes de entender textos básicos e não têm o minímo de repertório de leitura. Segundo a teoria da tábula rasa de John Locke, “o homem é uma tela em branco preenchida por suas experiências”, logo, se não tem acesso a educação, não tem como preencher-se dos conhecimentos que a escola oferece.

Por fim, o MEC deve criar escolas para adultos e idosos, oferecendo a eles uma bolsa de estudos para que possam conciliar estudo e trabalho. Por consequência, haverá uma redução exponencial de analfabetos no território brasileiro, o que favorecerá a máquina da democracia, como espera Anísio Teixeira. Para que assim possam fazer diferença em sua comunidade, melhorando a qualidade de vida e sendo incentivadores da educação para que seja possível entender e se expressar em situações necessárias.