Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Para o filósofo escocês David Hume, uma característica principal que difere o ser humano dos outros animais é o seu pensamento, habilidade que permite ver aquilo que nunca foi visto e ouvir aquilo que nunca foi ouvido. Sob essa ótica, vê-se que a escola representa a capacidade do indivíduo de transpor suas ideias e pensamentos, o que indica a problemática do analfabetismo funcional na sociedade brasileira, haja vista uma vez que a falta de educação qualificada corrobora esse entrave. Todavia, para que haja uma reversão desse quadro, faz-se necessário analisar as causas educacionais e também a ineficácia do Estado que contribui para a continuidade desse impasse no Brasil.

Em primeiro plano, é lícito postular que a negligência não tocante à educação faz com que crianças e adolescentes não consigam ler textos com plena execução. Para entender essa lógica, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma nação. No entanto, na sociedade brasileira atual, observa-se justamente o contrário, já que o ensino disciplinar na qual as pessoas aprendem a ler e fazer cálculos não são exercidos com qualidade, além disso, a falta de profissionais capacitados no ensino básico. Dessa forma, isso poderia ser otimizado se a federalização da educação básica fosse prioridade. É perceptível, portanto, que a persistência desse panorama, na contemporaneidade, dificulta cada vez mais uma alfabetização eficaz.

Ademais, é irrefutável a ineficiência das autoridades na resolução desse problema, visto que ele persiste no contexto atual. De acordo com o filósofo inglês John Locke, configura-se violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis. Desse modo, o contrato é diariamente quebrado no país, posto que a falta de incentivos administrativos e orçamentários para melhorar a educação e as infraestruturas dentro do ambiente escolar, lamentavelmente, aumenta a desigualdade social e o analfabetismo funcional em adultos e crianças. Logo, é inegável que essa situação, que ocorre devido a falta de investimento, apenas se intensifica, porquanto o governo não idade em prol da resolução dela.

É evidente, portanto, que o analfabetismo funcional no Brasil é agravado por causas educacionais e negligência do Estado. Logo, cabe à escola e o governo, por ser responsável por esse impasse, aprimorar práticas pedagógicas por meio de dinâmicas lúdicas fundamentadas em projetos de incentivo à leitura, e, estimular a interpretação dos alunos. Esse projeto deve também promover investimento na educação básica com verbas destinadas às escola de ensino básico, além de dinâmicas com grupos de leituras para ampliar o vocabulário. Essa medida tem o intuito de aperfeiçoar a construção de valores sociais por intermédio da educação.