Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é apresentado uma sociedade perfeita, sem conflitos, desigualdades ou desavenças. Entretanto, tal cenário está longe da realidade brasileira, uma vez que a baixa qualidade do ensino e a falta de incentivo corroboram para as dificuldades de se combater o analfabetismo funcional no país. Desse modo, se faz necessário analisar o papel das escolas e das famílias como caminhos para resolução da problemática.

Inicialmente, vale ressaltar que o acesso à educação é um direito constitucional brasileiro. Segundo o artigo 205 da Constituição Brasileira vigente, é dever do Estado e da família garantir, promover e incentivar a educação, de modo a possibilitar o exercício da cidadania. Todavia, esse direito não é aplicado corretamente. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação (MEC) promover campanhas que capacite o docente, os instruindo a incitarem o habito da leitura e da escrita dos discentes.

Ademais, a falta de incentivo implícita na dificuldade de se trilhar um caminho para solucionar a questão. Segundo o pensamento de Emile Durkheim, a sociedade funciona como um “corpo biológico”, com partes que interagem entre si, desse modo é necessário que os indivíduos desfrutem dos mesmos interesses para repassá-los adiante. Contudo, a falta de formação de muitos brasileiros e o modelo ultrapassado de educação geram o sentimento de desinteresse, o qual deve ser revertido de modo a gerar um comportamento adverso ao existente.

Logo, de modo a se combater o analfabetismo no Brasil, medidas devem ser aplicadas. Portanto, cabe ao MEC, além das campanhas, ofertar oficinas de leitura e escrita para a população, a qual pode ser feita em meio digital -vídeo aulas- ou presenciais com rodas de leitura e escrita -simples a partir do alfabeto e mais complexos com pequenos trechos literários-, tal ação deve desenvolver o senso crítico, garantir o exercício da cidadania e o desenvolvimento do incentivo à educação. Desse modo, será possível aproximar o Brasil do cenário vislumbrado por Thomas More.