Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Apesar do Brasil ratificar a Agenda 2030 estabelecida pela Organização das Nações Unidas em 2015, que cria uma meta de assegurar uma educação de qualidade e promover a inclusão para todos, o Estado brasileiro ainda demonstra uma inércia para solucionar a lacuna do analfabetismo funcional. Logo, as negligências afetam o direito à educação e a produtividade econômica.

Primeiramente, é válido ressaltar que o abandono Estatal colabora com esse cenário. Destaca-se a Constituição, que garante que a educação é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Todavia, a defasagem do Estado em não cumprir a Carta Magna contribui para o analfabetismo funcional na sociedade brasileira, uma vez que 30% da população é  considerada analfabetos funcionais, dados oficiais do Ministério da Educação. Desse modo, o governo atua como agente perpetuador desse problema, visto que a sociedade não goza dos preceitos da Constituição firmados pelo Congresso Nacional.

Ademais, a produtividade econômica é o fator principal no desenvolvimento de um país. Porém, a falta de solidez da responsabilidade do Estado fica evidente quando a economia é prejudicada por um problema que é de jurisdição do governo federal. Tendo o exposto em vista, verifica-se que o analfabetismo funcional custa 60 bilhões de reais a empresas brasileiras, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Economia. Nota-se que é fundamental que haja maior investimento em educação.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir o analfabetismo funcional. Em suma, cabe ao Ministério da Educação, fazer o ampliamento de profissionais de orientação pedagógica nas escolas públicas, por meio de concursos públicos, a fim de que cada jovem e adulto tenha um orientador profissional destinado a cuidar do seu desempenho escolar e desenvolvimento pessoal. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.