Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 07/01/2021
De acordo o Nelson Mandela, líder na luta contra o apartheid e ex presidente da África do Sul, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Sendo assim, o analfabetismo funcional - aquele que, embora os indivíduos saibam reconhecer letras e números, são incapazes de compreender textos simples e de realizar operações matemáticas mais elaborados -, é um impasse para que esse mundo mude. Nesse sentido, é necessário analisar os fatos que influenciam a problemática, com ênfase na desigualdade social e na ineficiência governamental.
Em primeira análise, é necessário destacar que o analfabetismo no Brasil está diretamente ligado a desigualdade social, algo que persiste desde a época Colonial, visto que os colonizadores que vieram para o Brasil sabiam ler e escrever, estando assim a frente dos povos aqui existentes. Ademais, não houve total inclusão dessas pessoas no meio educacional e os que foram inclusos, houve certa deficiência no aprendizado. Logo, com o aumento na área urbana seguido até nos dias atuais, é notório o atraso e a desigualdade social entre essas pessoas. Bem como, tanto na área social, quanto na empregativa, pois, consequentemente essas pessoas vão ter menos opções de trabalho, ou até mesmo empregos mal remunerados, com cargas horárias excessivas, as quais não são suficientes para suprir as necessidades básicas, como alimentação e saúde.
Além disso, vale ressaltar que recentemente o governo criou os programas “Tempo de Aprender” e “Conta pra Mim”, com o intuito da alfabetização desde o fundamental e incentivando a leitura para as crianças. Isso se deve, inicialmente pelo crescente número de analfabetos funcionais no Brasil, sendo o Brasil o oitavo país com maior índice de adultos analfabetos. Como consequências diretas da ineficiência governamental, têm-se os grandes problemas que afetam a população, tais como crescimento da fome, pobreza intelectual, aumento da criminalidade e do desemprego. Então, com o crescimento da parcela populacional analfabeta, pode-se observar um significativo atraso no desenvolvimento nacional. Uma das soluções para o problema é aliar democracia econômica e justiça social, já que, sem um efetivo Estado democrático, não haverá condições de combater o analfabetismo.
É evidente, portanto, os problemas causados pelo analfabetismo funcional no Brasil, logo, como alternativas para redução, é necessário que o Governo, através do Ministério da Educação, crie programas de incentivo a leitura e escrita, por meio de aulas presenciais, com a variação de horários, para diferentes idades e também na melhoria de programas já existentes. Dessa maneira, para que haja redução de analfabetos funcionais no Brasil e também uma melhoria na vida dessas pessoas.