Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 06/01/2021
A Constituição Federal brasileira de 1988 garante, no seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todos os cidadãos. Conquanto, observando os altos índices de analfabetismo no Brasil, percebe-se que tal prerrogativa não tem se refletido na prática. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário a discussão acerca da negligencia estatal e consequências procedentes dessa problemática, com o objetivo de encontrar medidas para solucioná-las.
Deve-se pontuar, de início, que os altos índices de analfabetismo derivam da baixa atuação do Estado em criar mecanismos para conter tais ocorrências. Essa situação, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do Contrato Social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem dos direitos indispensáveis, como a educação, que lamentávelmente é a realidade do Brasil, como comprovado nos dados do Instituto Paulo Montenegro e da ONG Ação Educativa, onde mostra que apenas 8% das pessoas em idade de trabalhar têm plenas condições de compreender e se expressar, ou seja, oito a cada grupo de cem indivíduos da população.
Além disso, vale ressaltar que a falta de escolaridade impulsiona falta de oportunidades e também o desemprego no Brasil. É de salientar que, segundo o educador Paulo Freire, “a educação sozinha não transforma ninguém e sem ela, tampouco a sociedade muda”, ou seja, a alfabetização é indispensável para mudar a realidade de uma população, fazendo com que consigam chegar às universidades e no mercado de trabalho. Logo é de extrema importância a mudança de postura governamental para que esse cenário não permaneça.
De acordo com os argumentos supracitados, conclui-se a necessidade de combater esses impasses. Para isso, é precjso que o Ministério da Educação, órgão responsável pelo sistema educacional do país, por meio de investimentos, crie projetos que construam mais escolas em todos os locais, sendo zona urbana e rural a fim de permitir a ingressão de todos os indivíduos desde a infância. Ademais, é imprescindível a criação de programas que deem aulas em escolas públicas em horários noturnos para que incluam a alfabetização também das pessoas adultas. Assim todos podem ter acessos aos seus diretos da Constituição Federal.