Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Um movimento que surgiu durante o século XVIII na Europa e marcado pela ascensão dos ideais liberais e progressistas, o Iluminismo propaga a ideia de que uma sociedade quando os indivíduos se mobilizam entre si. No entanto, hodiernamente, nota-se esse ideário somente na teoria e não desejavelmente na prática, uma vez que, o analfabetismo ainda se configura como um problema no Brasil. Por isso, faz se pertinente o debate acerca do negligenciamento governamental e o baixo interesse dos brasileiros em aprimorar seus conhecimentos.
Sob esse viés, cabe destacar o desleixo Estatal como um dos principais fatores para o agravamento desse entrave, posto que a precária educação pública ainda é uma realidade para a população. Conforme, a Constituição Federal, norma de maior hierarquia social promulgada em 1988 e foi marcada pela transição entre um período autoritário para um democrático, é estabelecido o direito ao acesso a um sistema de educação de qualidade a todos os cidadãos presentes no território brasileiro. Entretanto, nota-se que não é atribuído a devida relevância a esse direito, uma vez que, a porcentagem de pessoas que recebem um estudo qualificado e possuem o domínio sobre o tal, não é o suficiente para dizer que quase todo o território é alcançado por esse privilégio. Prova disso são dados do jornal Record, afirmando que 2/5 da população não possuem domínio de interpretação, apesar de saber ler. Em suma, atenta-se a falta de uma educação mais qualificada.
Ademais, vale salientar a falta de comprometimento no ramo da educação por parte dos brasileiros, posto que isso influência diretamente no baixo rendimento educacional da sociedade. Segundo Isaac Newton, físico e teórico inglês de grande importância para os estudos das leis naturais, uma ação gera uma reação. Partindo desse pressuposto, entende-se que, com o intenso desinteresse dos cidadãos nos estudos, e consequentemente, poucos profissionais habilitados, as dificuldades enfrentadas para combater o analfabetismo, serão aumentadas. Bom exemplo disso são dados publicados estatisticamente pelo Ministério da educação (MEC), que informou que 1/5 dos alunos que frequentam escolas, não é por interesse, sendo somente para conseguir o diploma. Em síntese, observa-se a contribuição indiretamente dos indivíduos para o proliferamento da problemática.
Destarte, torna-se necessário efetuar ações holísticas para resolução desse empecilho. Dessa forma, compete ao ministério da Educação (MEC) - órgão do Governo Federal criado em 1930, logo após a chegada de Getúlio Vargas ao poder – promover a avaliação de currículos bem qualificados para atuação de educadores públicos, sendo que terão que passar por avaliações que comprovem que estão prontos a elevar a Educação do Brasil. Além disso, cabe aos cidadãos, docentes e discentes a se capacitarem e buscarem o conhecimento, objetivando vencer a ignorância quanto ao saber, com isso, será possível minimizar os casos de analfabetismo, corroborando, assim para efetivação do Ideal Iluminista.