Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Dados do IBGE mostram que há uma taxa de 6,8% de analfabetos no Brasil. Isso deve ser freado, pois as maiores vítimas são as pessoas nessa situação de fragilidade, enquanto inseridas em uma sociedade grafocêntrica. Sendo relevante uma análise dos aspectos que corroboram com a problemática: a falta de debate e a falha do Estado.

Primeiramente, é necessário saliente que o silenciamento é uma causa latente do problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno dos debates em relação ao analfabetismo no Brasil, o que contribui com o aumento da desinformação da população sobre o assunto, dificultando ainda mais sua solução e, consequentemente, acentuando o problema.

Em segundo plano, outra causa do problema é a ineficácia do Estado em oferecer educação acessível para todos. Segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Sob essa lógica, se há um problema social, há uma lacuna educacional. No que tange ao analfabetismo, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel de prevenir e reverter o problema.

Destarte, uma intervenção faz-se necessária. Para isso é preciso que espaços públicos, como escolas, sejam abertos para que ocorram rodas de conversas e debates sobre o analfabetismo, suas consequências e possíveis soluções. Esses eventos podem ocorrer em períodos contra turno, oferecidos pela prefeitura  municipal e contando com a presença de especialista no assunto e pessoas que vivenciam a dificuldade de ser analfabeto na realidade atual. Além disso, esses eventos devem ser disponibilizados à comunidade, a fim de que mais pessoas entendam o problema do analfabetismo e se tornem cidadãos ativos na busca de soluções. Só assim poderá ser consolidado um país melhor.