Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 07/01/2021

A Constituição Federal promulgada em 1988, assegura como princípio básico a alfabetização a todos os cidadãos no âmbito de suas relações. No entanto, na prática, tal garantia é deturpada, pois no Brasil o analfabetismo ainda é muito presente. Ainda assim, é importante evidenciar o modelo arcaico de alfabetização e os baixos investimentos na educação. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

Em princípio, vale ressaltar que a falha estatal ainda é um grande impasse no corpo social. Conforme Paulo Freire, a educação brasileira parece uma educação bancária, em que o professor transmite o conhecimento e quer que o aluno desenvolva a ele mesmo o que recebeu. Contudo, trazendo para a contemporaneidade o pensamento do filósofo brasileiro, observa-se que essa ideia é vivenciada, em que os professores usufruem de um modelo arcaico de ensino, não se preocupando em transferir conhecimento, fazendo com que os alunos se tornem analfabetos funcionais, com dificuldades de realizar contas básicas de matemática e na interpretação de textos, gráficos e tabelas.

Ademais, sabe-se que a ausência de investimentos na educação favorece a problemática. Nesse sentido, de acordo com dados divulgados do jornal Agência Brasil, o país tem 11 milhões de analfabetos. Isso ocorre devido a diversos motivos, e um deles é o corte de capitais no ensino brasileiro, feito pelo presidente Jair Bolsonaro, o qual já vem sendo sucateado progressivamente de forma escancarada. Em vista dos baixos investimentos e dos cortes de verbas, nota-se que a analfabetização irá se tornar cada vez mais presente na sociedade.

Portanto, é necessário que o governo federal evite cortes de verbas e invista 11 milhões no Ministério da Educação, proporcionando melhorias nas escolas e pré-escolas com professores capacitados e com os melhores livros didáticos. Além do mais, é necessário que o governo crie um projeto online, que seria um tipo de cursinho totalmente gratuito para ajudar os analfabetos funcionais a voltarem a estudar para garantirem uma vaga no ensino superior. Dessa forma, a taxa de analfabetismo diminuirá no Brasil.