Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 07/01/2021
Em 1808, houve o desenvolvimento da educação no Brasil, originado pela vinda da família portuguesa ao país, destacando assim, a criação da Biblioteca Nacional e da Primeira Universidade fundada no território brasileiro. Todavia, apesar do investimento na área educacional não ser algo recente, muitos impasses relacionados com o sistema de ensino é proliferado nos dias atuais. À vista disso, uma alfabetização inadequada nas escolas ocasiona problemas não só para os estudantes que estão em seu período de formação, mas também gera adversidades para os demais indivíduos, o que caracteriza o analfabetismo funcional, provocando assim, contrariedades na carreira profissional e em atividades cotidianas da população brasileira.
Com isso, em 2018, segundo uma pesquisa do Inaf, 30% dos brasileiros eram classificados como analfabetos funcionais, evidenciando a falta de aprendizado em relação à alfabetização nos primeiros anos escolares. Assim sendo, esse grupo populacional é afetado diretamente no contexto referente ao mercado de trabalho, decorrente da falta de interpretação de textos simples e cálculos matemáticos básicos. Destarte, por essa ausência de compreensão, as vagas de emprego se tornam menos amplas e a ingressão em algum cargo específico, encontram-se em estado de difícil acesso.
Por conseguinte, as instituições educacionais abordam em seu sistema de ensino maneiras que não são totalmente eficazes para todo o público estudantil. Dessa forma, o conhecimento difundido nas escolas são focados para provas e avaliações, o que conduz os estudantes a somente fixarem o conteúdo teórico para o exame e logo depois esquecerem do que foi aprendido nas matérias dissertadas, o que é caracterizado na música “Estudo Errado” de Gabriel, o Pensador. Desse modo, tarefas consideradas fáceis, podem se manifestar como um obstáculo para aqueles que não desenvolveram habilidades fundamentais para o cotidiano, como a contagem de juros, o ato de conferir o troco e a interpretação de informações.
Portanto, deve-se investir mais na educação, pois, segundo o economista Sir Arthur Lewis “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Consequentemente, o Ministério da Educação deve focar em novos métodos de ensinamento, tanto no ensino fundamental, como também no ensino médio, assegurando que o desenvolvimento desses mecanismos sejam eficientes. Ademais, é importante que ocorra palestras nas escolas e também em cursos superiores e técnicos do alto valor que a leitura proporciona. Além, da mídia que tem como principal objetivo popularizar e influenciar ideias, propagar em redes televisivas e sociais os benefícios da apreciação de obras literárias. Dessa forma, pode-se sobrestar a ampliação do analfabetismo funcional no Brasil.