Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal, foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros, inclusive o direito à educação. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que o Analfabetismo no Brasil se configura como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que a educação possui raízes amargas no país, devido não só à inércia estatal, mas também a falta de inclusão social.

Deve-se destacar, de início, a falha governamental como um dos complicadores. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. Conquanto, observa-se, no Brasil, um grande desserviço e distribuição desproporcional do governo que rompe com as defesas do filósofo iluminista, visto que o conhecimento não é distribuído em áreas pobres que necessitam de escolas com estrutura suficiente para ensinar estudantes a ler e escrever, impedindo, assim, de mais tarde esse sujeito ser analfabeto. Dessa forma, é inaceitável que em pleno terceiro milênio, uma boa parte da população não tenha acesso ao conhecimento, violando o que é exigido constitucionalmente.

Ademais, é fundamental salientar que a exclusão social contribui para o agravamento do Analfabetismo. No livro “ Vidas Secas” de Graciliano Ramos, o protagonista Fabiano, desprovido do acesso ao conhecimento, acabava sendo explorado e humilhado por aqueles detém o saber. Dessa maneira, é possível observar na obra do autor citado a semelhança com a realidade vivida no Brasil, a qual apresenta uma coletividade que exclui e explora os indivíduos que não foram alfabetizados. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com intuito de atenuar a falta de empatia por parte dos que detém o conhecimento.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Para isso, o Governo Federal junto aos governos estaduais, devem promover nas áreas necessitadas políticas públicas de melhorias estruturais nas escolas, para oferecer uma educação qualitativa que eduque de forma igual os estudantes de todo o país . Essa alternativa, especialmente, será feita a partir de verbas da União, provenientes do fundo rotativo orçamentário, com a destinação de alfabetizar e proporcionar o aprendizado para todos. Dessa maneira, essa mazela social será gravemente erradicada, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente muda o futuro”.