Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 08/01/2021
De acordo com Martin Luther King, grande lider dos movimentos civis dos negros, “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar”. Com essa frase, o pensador permite a reflexão sobre como um problema, enfrentado em um espaço qualquer, pode se tornar alarmante em todo o país, assim como o analfabetismo funcional no Brasil, que mesmo após avanços sociais, persiste na sociedade, devido à falta de investimentos governamentais e a desigualdade social que são fatores principais da problemática.
Em uma primeira análise, observa-se que os investimentos do governo no que tange a recursos em combate ao analfabetismo funcional é limitado e exíguo. Desta maneira, há uma carência em sistemas eficientes de educação nas escolas que visem alternativas de desenvolver o interesse em torno da importância da interpretação de textos e resoluções de operações matemáticas. Nesse pressuposto, parafraseando Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Todavia, o que se vê, é o descaso governamental em construir transformações no sistema educacional que garanta a eficiência da aprendizagem e contribua, consequentemente, para o progresso do indivíduo.
Igualmente, destaca-se que tal problema é intensificado pela desigualdade social, a qual é inferida por obstáculos como, a ausência de projetos, em escolas públicas, de incetivo a leitura e o desenvolvimento da interpretação e criação de textos, que fazem com que os alunos acabem perdendo o encorajamento para estudar e, decidam abandonar as instituições para submeterem-se a trabalhos que lhe garantam uma renda fixa. Nessa esfera, o ambiente que deveria ser palco de transformações é vista como um impasse, o que corrobora a pesquisa realizada pelo IBGE, em 2017, onde a taxa de analfabetismo entre jovens de 15 anos, que ainda se encontram na fase escolar, é de sete por cento. Sendo assim, percebe-se a falta de um sistema eficaz que consiga manter os alunos na escola, e ao mesmo tempo, incentivá-los da importância da base educacional.
Diante dos argumentos supracitados, torna-se imprescindível que o Ministério da Educação, repasse investimentos para educação voltada ao combate do analfabetismo funcional, criando um projeto de salas de ensino básico, para todas as idades, em horários flexíveis, com professores qualificados, bem como material de apoio. Além disso, é preciso que esse projeto alcance as escolas em lugares remotos com vulnerabilidade social, a fim de democratizar o acesso à educação. Dessa forma, a propagação do conhecimento induz o progresso do país e do indivíduo.