Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 08/01/2021
No século XXI, a internet se popularizou entre os brasileiros, tornando-se parte do cotidiano para se obter informações rápidas. Entretanto, apesar de a tecnologia facilitar a busca por dados, ela foi responsável pelo retardo mental, uma vez que as pessoas passaram a exercitar menos o cérebro com a facilidade digital. Nesse sentido, houve o surgimento do analfabetismo funcional, que é a capacidade de ler sem entender o que está escrito. Isso ocorre devido à baixa cobrança escolar e, também, à falta de prática mental dos brasileiros.
Em primeira análise, é relevante mencionar que o ensino do Brasil é precário, visto que nas escolas públicas há a formação de alunos que não sabem interpretar textos. Desse modo, segundo o Anuário de Competitividade Mundial, em 2020, o Brasil ocupa o último lugar no ranking de educação. Nesse viés, a falta de cobrança educacional pelos pais e pelos professores gera o ensino defasado, que é causador do analfabetismo funcional. Logo, medidas são necessárias para amenizar esse quadro.
Além disso, o fácil acesso à informação ocasionado pelas tecnologias está relacionado à vulnerabilidade de compreensão na leitura, já que a internet facilita as tarefas diárias que deveriam ser feitas e pensadas pelas pessoas. Nessa visão, o filósofo Zygmunt Bauman afirma que a era digital fez o conhecimento ser frágil com a rapidez do acesso. Nessa perspectiva, o analfabetismo funcional torna-se mais presente na sociedade, uma vez que a tecnologia se apresenta mais veloz, o que urge providências para reverter esse panorama.
Portanto, depreende-se que sejam executadas ações para atenuar o analfabetismo funcional. Desse maneira, o Estado, por meio do Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino brasileiro, deve realizar atividades de leitura de livros para promover a interação e a interpretação de textos entre professores, responsáveis e alunos. Isso será feito no intuito de incentivar a cobrança da leitura, do esforço mental e da utilização moderada da tecnologia pelos jovens e pela comunidade, para que, dessa forma, seja possível mitigar o analfabetismo funcional.