Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/01/2021

Para Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”, nesse contexto, é possível ter a percepção que a educação é a base para o alcance de diversos fatores que se abre na vida do indivíduo. Entretanto, no Brasil, os cidadãos que sabem ler e escrever mas não conseguem interpretar textos ou fazer cálculos matemáticos simples são chamados de analfabetos funcionais. Visto que, os motivos dessa problemática é a diferença socioeconômica e o preconceito diante da sociedade do século 21.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que a educação é desigual em todo território brasileiro. Apesar disso, de acordo com a Constituição de 1988, no qual dizia que deveria haver gestão democrática do ensino público, desse modo é notório que existe um abismo entre a escola pública e privada. Em virtude de, na maioria das escolas públicas, possuirem a infraestrutura precária, salas superlotadas e falta de professores. Assim como, a dificuldade em aumentar a qualidade de ensino nessas escolas, impede a alfabetização de muitas pessoas.

Em adição, outro fator responsável pelo analfabetismo funcional é o preconceito. Já que, em muitos casos, a falta de acesso à escola na infância ocasionada pelo trabalho infantil, leva o indivíduo a procurar se especializar  quando mais velho. Entretanto, a distância de idade com os demais alunos leva ao preconceito por parte dos mais novos. Tal preconceito que, de acordo com o filósofo Mario Sérgio Cortella, é um crime social. Desse modo, é preciso garantir medidas para que seja assegurado o analfabetismo funcional.

Em vista dos argumentos mencionados, a parte da população que sofre com o analfabetismo funcional terá como solução por meio do Ministério da Educação, distribuindo mais verbas para aumentar a qualidade de ensino nas escolas públicas, para que haja igualdade no ensino brasileiro. Cabe também, ao poder legislativo, criar uma lei para punir o cidadão que chamar o outro de analfabeto e obtendo como punição a prisão, e para os menores de 18 anos, serão destinados à tarefas comunitárias. Sendo assim, o Brasil irá diminuir os casos de analfabetos funcionais e dar maior chance ao indivíduo que quer estudar quando mais velho, sem a preocupação de ser olhado de maneira diferente.