Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 14/01/2021

No Período Imperial, o acesso à educação primária foi garantido de maneira gratuita para toda a população. Nessa perspectiva, com o passar das décadas, foi possível a universalização do ensino nas escolas, porém com problemas referentes à qualidade. Em contraponto, isso não se diverge do contexto atual do Brasil, uma vez que as pessoas ainda apresentam defasagens ao escrever e compreender textos. Com isso, surge a problemática do analfabetismo funcional que persiste seja pela ausência de incentivos das famílias, seja por fatores educacionais.

Primeiramente, é fato que a falta de estímulos no âmbito familiar ratifica o impasse. No filme “Matilda”, é narrado a história de uma menina que ao gozar da leitura, encontra-se em um lar em que é desmotivada a praticar tal ato. Fora da ficção, vê-se que essa falta de incentivos advinda da família reforça o desinteresse estudantil, pois, muitas vezes, não há cobranças dos pais, que por sua vez formam indivíduos leigos. Sob esse viés, sabe-se que a leitura é um fator ímpar na melhora das funções cognitivas. Logo, compreende-se que reflexos da negligencia familiar potencializam para o agravo do analfabetismo funcional.

Ademais, cabe ressaltar que a ineficiência do sistema pedagógico é um fator que corrobora o problema em questão. Segundo o filósofo Immanuel Kant, a educação é um fator que auxilia na construção de identidade do ser humano. De maneira análoga, essa reflexão revela que as escolas têm uma função excepcional nessa formação. Nesse contexto, é notório que essas instituições fraquejam no desenvolvimento dos jovens, visto que é evidente que o ensino é superficial, deficitário e excludente. Outrossim, vê-se uma educação que não visa o desenvolvimento do pensamento crítico e analítico. Depreende-se, pois, a importância dos centros de ensino para democratizar a alfabetização funcional e erradicar o impasse.

Infere-se, portanto, que essa problemática apresenta raízes históricas e ideológicas. Nesse sentido, é fulcral que a família - como o maior provedor - incentive a adoção das leituras habituais a fim de possibilitar a melhoria da alfabetização. Além disso, é mister que o Ministério da Educação – responsável pela gestão pedagógica – promova um investimento na formação dos estudantes através de materiais interativos com fins didáticos. Dessa maneira, esses exercícios serão executados através de aulas produtivas visando a qualidade em prol da quantidade de conteúdos, com o objetivo de atenuar essas objeções. Quem sabe, assim, o analfabetismo funcional na realidade hodierna possa se divergir do cenário do Brasil Colonial .