Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, ponderava que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. No entanto, essa ideia não é aplicada no Brasil, haja vista que o analfabetismo funcional é uma realidade de grande parte da população brasileira e ainda não há alternativas para reduzi-lo. Nesse sentido, é necessário discorrer sobre os fatores que causam tal problemática, dentre os quais se destacam a defasagem metodológica escolar e a desigualdade social.

Diante desse cenário, cabe analisar a educação de base arcaica como propulsora do abandono escolar dos estudantes. Segundo o pedagogo Paulo Freire e sua teoria sobre educação libertadora, as escolas devem ser locais atrativos para os jovens, onde eles possam desenvolver sua capacidade criativa e reflexiva para transformar sua realidade e melhorar sua qualidade de vida. Entretanto, o modelo educacional vigente, o qual depositam nos jovens milhares de conteúdos para realizarem provas, desmotivam os alunos a continuarem estudando. Desse modo, fica nítido a necessidade de uma reforma no método de ensino para evitar que os casos de analfabetismo funcional  aumente.

Ademais, vale ressaltar que a desigualdade social é um agente causador do analfabetismo funcional. De acordo com o filósofo e economista Adam Smith, " para cada 1 muito rico, há pelo menos 500 muito pobres". Ou seja, o modelo econômico atual gera a desigualdade social, a qual é responsável por casos em que o jovem menos afortunado, para ajudar na renda familiar, é obrigado a abandonar os estudos, em busca de trabalho. Em decorrência disso, o indivíduo, que necessitou parar de frequentar a escola, cresce sem saber interpretar um texto e entra para a estatística de 30% dos brasileiros analfabetos funcionais, segundo o portal de notícias G1. Dessa forma, é nítido a necessidade de novas políticas que induzam o jovem a permanecer nas escolas.

Infere-se, portanto, que é imperativo que haja políticas públicas eficientes para reduzir o número de analfabetos funcionais no Brasil. Para tanto, o Ministério da Educação, juntamente com as secretarias municipais e estaduais, deve transformar as escolas em locais mais atrativos para os jovens, visando aulas mais didáticas e participativas. Isso poderia ocorrer por meio de uma mudança na Base Nacional Comum Curricular( BNCC), a qual é responsável pelo conteúdo aplicado nas redes de ensino, a fim de evitar que os alunos abandonem os estudos, e com isso, reduzir os casos de analfabetismo funcional. Além disso, o Governo Federal, como instância máxima administrativa, deve ajudar financeiramente os alunos, de rede pública, de acordo com seus desempenhos escolares, por intermédio da criação de planos assistenciais, como o Auxílio Emergencial criado na pandemia de Covid-19, para que os jovens possam ajudar na renda familiar através do estudo. Assim, a ideia de Mandela seria aplicada no país.