Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/01/2021
De acordo com o Art. 6º da Constituição Federal de 1988, todos os brasileiros têm direito à educação. Todavia, o Brasil possui um alarmante número de cidadãos analfabetos, o que causa uma enorme discrepância social. Diante disso, é necessário ponderar como a desigualdade socioeconômica e o preconceito corroboram a problemática.
Primordialmente, a disparidade social é um grave problema para a temática. Isso ocorre porque, segundo o jornal Gazeta do Povo, ter que trabalhar é o motivo de 37% das crianças e jovens abandonarem as instituições de ensino. Nessa lógica, devido a sua condição social, são impedidos de ter acesso à educação, o que resulta em uma formação de ensino incompleta, fato que, consequentemente, agrava o entrave social.
Por conseguinte, a falta de empatia é também um grande empecilho para a problemática. Segundo Mário Sérgio Cortella, filósofo contemporâneo, a nação brasileira é tão preconceituosa que usa o termo “analfabeto” como ofensa. Desse modo, enquanto parcela da população – que é privilegiada – for tão preconceituosa ao ponto de insultar o outro de tal maneira, mais adultos, que têm oportunidade de voltar a estudar, irão hesitar por tamanha rejeição.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual, Diante disso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, um projeto que auxilie os jovens e crianças em situação de carência econômica, essa medida auxiliará financeiramente os indivíduos para que possam continuar os estudos e não ter que largar a escola, a fim de diminuir a evasão escolar e, consequentemente, o analfabetismo. Dessa forma, o Art. 6º da Constituição Federal será cumprido.