Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 10/01/2021
A afirmação de Sócrates “só sei que nada sei”, tem como objetivo ilustrar que as pessoas se enganam ao pensar que sabem tudo que precisam, quando ainda lhes falta muito. Com isso, o filósofo entende que para se tornar sábio é preciso reconhecer a própria pequenez e ir em busca do conhecimento. Nesse contexto, sabe-se que muitos indivíduos, apesar de conseguirem ler e escrever, pensam que isso é suficiente, mas na verdade não são capazes de desenvolver ensinamentos básicos que ajudam no cotidiano, os chamados analfabetos funcionais. Diante disso, é preciso que hajam alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, como melhorar o ensino nas escolas e incentivar os cidadãos a expandirem a mente.
A priori, é importante salientar o papel do ensino nas instituições escolares, especialmente da rede pública. É sabido que há uma alta precariedade no nível de instrução recebida pelos alunos, além de profissionais pouco capacitados para lecionar da maneira correta. A exemplo disso, a série “Anne With an ‘E’ " apresenta o personagem Gilbert que sonhava em tornar-se médico. No entanto, o professor da escola do vilarejo não era capaz de ajudá-lo nos estudos para alcançar a universidade e, com isso, Gilbert se manteve com conhecimentos limitados por muito tempo. Nesse sentido, para que situações parecidas sejam evitadas, é necessário que as condições educacionais das escolas sejam melhores.
A posteriori, é válido destacar que se os indivíduos não forem encorajados a adquirir mais informação, a chance de eles desistirem dessa busca é muito alta. Nesse cenário, na série bibiográfica “The Crown”, a rainha Elizabeth II estudou apenas a constituição desde a infância e isso a incomodava pois ao conversar com os ministros ela não conseguia entender de muitos assuntos que eles abordavam. Desse modo, ao decidir estudar conteúdos, como ciência, a rainha foi repreendida pela mãe, pois uma Monarca só precisaria conhecer a constituição. Logo, observa-se que para alguém deixar de ser analfabeta funcional, não basta ter o desejo dentro de si, também é importante que hajam auxiliadores nesse processo.
Portanto, para que o analfabetismo funcional seja reduzido no Brasil, cabe ao governo melhorar as condições de ensino das escolas, por meio da seleção de profissionais bem qualificados e capacitados de transmitir conhecimento da melhor maneira aos alunos da rede pública -pois é nela que a precariedade é maior- a fim de tornar os estudantes mais preparados para a vida. Ademais, para a população adulta ser impulsionada a expandir a cognição, seria interessante o retorno de programas televisivos como Telecurso, da TV Cultura, o qual leva ensino de forma simples e que desperta o desejo do saber. Assim, o princípio de Sócrates se fará presente e essa problemática será mitigada.