Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 10/01/2021

Lendo, mas apenas as letras

De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, todos os direitos devem ser assegurados de forma justa e equitativa, incluindo a educação. Porém, essa não é a realidade do país. Isso é explicitado na problemática dos analfabetos funcionais, em que, apesar de poderem ler, não foram instruídos para usar essa habilidade de forma eficiente.

Primeiramente deve-se ressaltar que ler não é, necessariamente, o mesmo que entender. Com isso em mente é mais fácil compreender que além de acesso, também deve ser fornecida qualidade na educação. No entanto, seja por negligência do poder público ou ignorância da própria população com relação aos seus direitos, o acesso e qualidade das instituições de ensino públicas são precárias, especialmente em áreas periféricas. Isso pode ser observado nos índices do IBGE de analfabetização em favelas ou áreas rurais.

Por consequência dessa realidade, milhões de cidadãos,      principalmente os que vivem em grandes cidades, sofrem com a dificuldade em entender o mundo ao seu redor. Afinal, se Sócrates, assim como muitos filósofos, acreditava que o conhecimento e a educação são necessários para compreender o mundo e a nós mesmos, como pode alguém milhares de anos depois nem conseguir entender as notícias de um jornal?

Portanto, é necessário que sejam aplicadas medidas efetivas de aprimoramento ao sistema educacional. Para tal, o Ministério da Educação deve implementar projetos para construção de novas escolas em áreas menos favorecidas de acesso, cuidar melhor da qualidade das atuais e investir em aprimoramentos no sistema educacional aplicado. Além disso, o povo deve usar de seus direitos para fiscalizar e exigir essas ações. Destarte, a desigualdade será reduzida e a alfabetização poderá ser aplicada de forma eficiente.