Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Desde o fim do século XX, a população brasileira têm tido cada vez mais condições de se desenvolver. O analfabetismo funcional, no entanto, ainda é um problema enfrentado por uma parcela significativa da população carente de tais oportunidades e de apoio do poder público. É imperativo, então, que se analise esse cenário para melhor identificar sua solução.
É necessário, primeiramente, apontar para as condições sociais como fator do analfabetismo. De fato, como mencionado nos trabalhos do sociólogo Florestan Fernandes, o país é dotado de uma desigualdade histórica. O indivíduo nesse cenário,então, abandona ou não se dedica aos estudos, priorizando o trabalho como forma desobrevivência. A dura consequência desse processo, no entanto, não se mostra como uma superação do estado de carência, mas como uma maior dificuldade de integração na sociedade e no mercado quando adulto. Efetivamente, de acordo com Florestan, a educação é a única forma de progressão do indivíduo e sociedade.
É importante,também, apontar para a responsabilidade do poder público na luta contra o analfabetismo funcional. Uma vez que o artigo 6 da Constituição de 1998 determina a educação como um direito cidadão, é esperado que o Estado o efetive. Dados do IBGE, no entanto, revelam que ainda há 11 milhões de pessoas analfabetas, e que esforços governamentais se mostraram lentos. É imperativo, então, que o Governo cumpra seu dever e enfrente esse problema.
Em face disso, medidas que enfrentem oanalfabetismo funcional são necessárias. O Estado,então,por ser o maior órgão do país, deve ampliar oportunidades para cidadãos carentes, por meio de incentivos econômicos, bolsas, e facilidade de acesso, a fim de que se garanta o pleno desenvolvimento do indivíduo. O MEC deve, também, garantir alfabetização para adultos, por meio de programas e aulas especiais, de forma a capacitá-los para a vida em sociedade. Assim, é possível reduzir esse problema no Brasil.