Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O filme norte-americano “A Menina que roubava livros” conta a história de uma menina que interpreta de forma louvável as produções literárias já vistas. Entretanto, fora da ficção, tal premissa não se aplica totalmente ao Brasil,considerando-se o analfabetismo funcional em questão no país, que precisa de alternativas para ser solucionado. Logo, é necessário analisar a ação ineficiente tanto da educação quanto da mídia.
Mormente, é importante salientar que o analfabetismo funcional se dá,em maior parte,pela persistência de uma educação ineficaz. Entretanto, de acordo com o artigo 205 da Constituição—promulgada em 1988– o Estado deve garantir um ensino que vise o desenvolvimento completo do indivíduo. Sob tal premissa, é extremamente contraditório que a Magna Carta não seja atendida na prática, considerando-se que—infelizmente— as escolas carecem de métodos educativos didáticos que aumentem nos discentes tanto a capacidade interpretativa de textos quanto a de organizar ideias e defender teses. Nesse viés, enquanto o órgão responsável pelos centros educacionais não propor meios que aumentem o nível de saber da comunidade brasileira, a resolução do problema não passará de uma utopia.
Outrossim, a mídia não utiliza do poder dos meios informacionais para mitigar a questão. Nesse prisma, no período iluminista, um impasse só pode ser resolvido quando há uma mobilização social. Sob tal ótica, é extremamente notório que as poucas campanhas midiáticas sobre analfabetismo funcional impedem o questionamento desse torpe problema, trazendo—lamentavelmente—como consequência a invisibilidade do impasse nas camadas sociais. Dessa forma, a ausência de métodos que gerem notoriedade sobre a questão na comunidade verde-amarela demonstra um sistema midiático escasso que demonstra descaso em educar a população.
Infere-se, portanto, a fim de dirimir o analfabetismo funcional, é necessário que o Ministério da Educação— agente que molda mentes pelo ensino— proponha, por meio de emendas inseridas na base curricular dos discentes, projetos didáticos que instruam os alunos a interpretar textos plenamente com o objetivo de aumentar a capacidade cognitiva na comunidade brasileira. Destarte, com tais medidas, o país terá mais situações como as do filme “A Menina que Roubava Livros”.