Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 11/01/2021
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho” .Anologamente, a pedra citada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade pode ser comparada com o impasse do analfabetismo funcional no Brasil. Nesse sentido, percebe-se uma configuração de um grave problema, de contornos específicos, que emerge devido a uma educação deficitária e à má influência midiática.
A priori, segundo a teoria da Tábula Rasa de John Locke, filósofo inglês, o homem nasce como uma “folha em branco”, ou seja, seus costumes, seu modo de pensar e agir são aprendidos ao longo de sua história. Consoante a esta ideia, sabe-se o importante papel das escolas na formação intelectual do indivíduo, entretanto, o índice de analfabetismo no Brasil ainda é grande e isso é redução pelos modelos de educação arcaicos, sem inovações, que tolhem uma capacidade criativa dos assuntos reverberando na problemática. Dessa maneira, a falta de qualidade no sistema educacional brasileiro produz insegurança, a insatisfação pessoal e aumenta os números de analfabetos disponíveis.
A posteriori, nítido o poder da mídia em conduzir os hábitos de uma população tanto de modo positivo quanto negativo.Outrossim, conforme a pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, 50% dos entrevistados declararam não ler livros por não conseguirem compreender seu conteúdo, embora sejam tecnicamente alfabetizados e isto pode ser explicado pelo uso excessivo de eletrônicos e contato diário com o conteúdo que pouco agregam intelectualmente. Desse modo, a falta de incentivo midiático a leitura e busca pelo conhecimento tem instalado a dificuldade de compreensão dos gêneros textuais, mesmo os mais simples e mais acessados no cotidiano, prejudicando o desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo.
Em suma, é necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, invista não só em recursos financeiros, como também na qualidade do ensino oferecido nas escolas, por meio da capacitação de profissionais da educação. Podendo usar a mídia, principal difusora de informação, para tornar a educação, a leitura e a busca pelo sabre mais atraentes por meio de comerciais e campanhas, com a redução de analfabetismo funcional no Brasil.