Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 13/01/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, indivíduos com analfabetismo funcional, possui a sua capacidade analítica prejudicada, interferindo o poder de escolha e a sua independência. Dessa forma, em razão da omissão de informação e da lacuna estatal, emerge a necessidade de escolhas para reduzir o problema.

Em primeira análise, é preciso salientar que a escassez de conhecimento é uma causa latente do entrave. Diante disso, pessoas com analfabetismo funcional estão propícios à desinformação, em situações de respeito há dignidade humana e a má interpretação das ações mediadas em uma sociedade, contendo o seu dever como cidadão consciente. Conforme o educador Paulo Freire, no livro “A Educação Do Oprimido”, que a informação é uma forma libertadora cujo objetivo é despertar a criticidade do ser, de modo a incentivá-lo à busca de sua autonomia e consciência social. Logo, o aprendizado eficiente é uma habilidade precisa para equivaler o indivíduo com analfabetismo funcional à independência, uma vez que a entidade não tem conhecimento sobre o seu papel no sentido de estimular a interpretação de texto no dia a dia.

Em seguida, outra alternativa para a causa do impasse é a ausência do Estado. De acordo com John Locke, o Estado deve garantir os direitos naturais da população, direitos esses que estão inseridos na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desse modo, o direito à educação, e o bem-estar social da nação demonstra-se desigual, visto que o cidadão com o analfabetismo funcional, saiba ler e escrever, porém não possui os conhecimentos necessários de leitura e/ou de cálculos para ter uma vida socialmente funcional. Sendo assim, 73% dos brasileiros não plenamente alfabetizados, segundo dados do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), verifica-se que há falta de ações do Estado, a fim de reverter e prevenir o problema.

Portanto, é imprescindível uma intervenção que solucione este impasse. Para isso, o Ministério da Educação, órgão que visa promover o conhecimento de qualidade, promova um espaço com rodas de conversa e debate sobre a questão no ambiente escolar, por meio de jogos com dinâmicas, a fim de ampliar o cognitivo, reduzindo o analfabetismo funcional no país. A partir dessas ações, o Brasil se aproxima do ideal defendido por Sartre.