Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 11/01/2021

No livro “Farhenheit 451”, a civilização vive num mundo distópico, onde as pessoas são proibidas de ler, tendo em vista que isso leva à conflitos sociais. Assim como retratado no livro, o Brasil vive uma realidade análoga, onde o Estado vem negando esse direito ao cidadão, tendo em vista que grande parte da população é de analfabetos funcionais. Dessa forma,  se entende que parte disso vem do atual sistema de ensino e que essa alienação das massas as deixam suscetíveis às manipulações.

Em primeiro lugar, é importante destacar o impacto que o sistema de ensino tem em uma sociedade. De acordo com Paulo Freire, filósofo e educador brasileiro, a educação é responsável pela transformação social. Sendo assim, não deve ser tratada, como ele cita, de uma forma ‘‘bancária", onde o professor apenas deposita as informações e o aluno as absorve, não levando em consideração os contextos sociais e não os inserindo no aprendizado. Logo, se torna inviável que continuemos focando num sistema não volátil e ultrapassado.

Consequentemente, uma pessoa que não sabe interpretar informações se torna incapaz de interpretar sua própria realidade. Segundo Daniel Kahneman - teórico da economia comportamental e ganhador do prêmio Nobel -, a grande maioria das decisões que se toma são inconscientes, tomadas com base em nas emoções. Paralelamente, as grandes corporações, cientes desses estudos, se utilizam desses mecanismos para manipulação da sociedade. Assim, apenas através da educação e desenvolvimento do senso crítico que as pessoas podem se resguardar.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências para mitigar o quadro atual. Para a erradicação do analfabetismo funcional, urge que o Ministério da Educação (MEC) crie um plano de metas educacionais, por meio de novos métodos de ensino, que levem em consideração as distintas realidades do nosso país, como a desigualdade social. Somente assim, será possível que tomemos conhecimento do mundo ao nosso redor e, como o protagonista do livro, deixemos de ser meros ‘‘peões sociais’’.