Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 205, o direito da educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, o Brasil sofre com as consequências da baixa qualificação das escolas e logo, com grandes casos do analfabetismo funcional. Nesse contexto, a falta de motivação dos professores e a evasão escolar são desafios que influenciam nesse quadro.

A princípio, é possível perceber que tais circunstâncias, devem-se a falta de motivação dos professores, que levam muitos alunos ao desinteresse nos hábitos de estudo. A respeito disso, cabe citar o Pacto de mediocridade, conceito criado por Darcy Ribeiro para se referir a situação em que “ o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende “. Dessa maneira, é evidente que o desinteresse de professores e alunos influencia no analfabetismo funcional no Brasil.

Ademais, é fundamental apontar a evasão escolar como impulsionador do analfabetismo. Conforme o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), cerca de 39,1% de pessoas entre 14 a 29 anos abandonam a escola por ter que trabalhar e 28,2% não tinham interesse nos estudos. Porém, atualmente, a maioria das empresas exigem qualificação profissional, ou seja, necessita de dedicação aos estudos para melhor desempenho. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Assim é essencial, portanto, que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Cultura, promova mais ações e projetos de incentivo à leitura e estudos, por meio da criação de novas bibliotecas e ações junto a comunidades, como saraus e campanhas midiáticas, para que as pessoas leiam mais e recuperem o interesse pelo estudo. Com a união desses fatores, espera-se alcançar o artigo 205 descrito na Constituição Federal e a diminuição do analfabetismo funcional no Brasil.