Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A Constituição Federal brasileira de 1988, garante no seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todos os cidadãos. No entanto, tal prerrogativa não tem se refletido na prática, quando se observa o alto índice de analfabetismo no Brasil. Nesse contexto, o ponto-chave desse debate consiste em analisar as consequências advindas com essa problemática, visando, posteriormente, medidas para solucioná-las.

Em primeira análise, torna-se essencial pontuar que os elevados índices de analfabetismo derivam da falta de atenção do Estado no que tange a criação de medidas que reprima tais ocorrências. Seguindo essa lógica, de acordo com o filósofo John Locke,configura-se uma violação do chamado “contrato social” , uma vez que é dever do Estado garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos indispensáveis, como a educação.

Ademais, faz-se necessário destacar que grande parte da população que se consideram capacitados por possuírem um diploma de determinado nível de escolaridade, só conseguem codificar minimamente frases isoladas. De acordo com pesquisas realizadas pelo Jornal da Record, metade da população com idades entre 15 e 64 anos sabem ler e escrever, mas possuem imensa dificuldade em interpretar textos. Logo, observa-se que é de suma importância a reformulação desse cenário.

Portanto, há uma grande necessidade de combater esse impasse. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educacão por meio de investimentos, criar projetos para construção de novas escolas, visando atender principalmente as áreas rurais e periféricas, afim de permitir a ingressão dos indíviduos  na escola desde a infância. Além disso, é indispensável a criação de programas que incluam a alfabetização também de pessoas adultas. Desse modo, temos a oportunidade de vencer esse desafio presente em nosso tecido social.