Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 13/01/2021
No filme estadunidense “Preciosa”, é contada a história de uma jovem de mesmo nome, pobre e analfabeta. Nesse sentido, é mister a discussão sobre as alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Primeiramente, é notório ressaltar como a fragilidade do sistema educacional brasileiro, somado a ausência de políticas públicas que valorem a permanência escolar, corroboram o óbice. Ademais, como a pobreza nas periferias é responsável pelo aumento no números de indivíduos com baixa escolaridade.
No que tange a ineficiência da estrutura educacional no país, é válido, explicar que, o analfabetismo funcional é caracterizado por pessoas que possuem uma compreensão mínima de letras e números, mas que é incapaz de interpretar textos. Nesse contexto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem hoje, no Brasil, cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais, dado isso, convém a análise dos fatores que conferem essas proporções ao problema. Nesse cenário, o Brasil é um país de proporções continentais e, quando adicionado o fato da extrema desigualdade social presente no país, fica claro, portanto, que o sistema educacional brasileiro é ineficaz ao garantir educação de qualidade a todos, uma vez que não possui ferramentas de incentivo a educação básica bem como formas de abranger as periferias e regiões sertanejas desse vasto território.
Por conseguinte, quando destrinchado os fatores motivadores do entrave, é notado que, a pobreza, configura uma vertente agravante. Dessa forma, nas periferias concentram-se pessoas que vítimas da ausência estatal em seu meio, se veem desassistidas por políticas públicas que garantam a elas o acesso pleno e democrático à educação de qualidade, dessa maneira, precisam optar desde à infância entre trabalhar por sua subsistência ou estudar, quase sempre, a necessidade fala mais alto. Em virtude disso, parafraseando Emmanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, todavia, completando pouquíssima parcela da formação escolar básica, esses indivíduos encontram extrema dificuldade em tarefas diárias como a leitura de textos e cartazes, facilitando que sejam enganados por oportunistas que se aproveitam de sua fragilidade para aplicarem golpes, por exemplo.
Infere-se, em suma, que muitos são os desafios para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil, à proporção que urgem alternativas ao estorvo. Consoante à isso, cabe ao governo, em conjunto com MEC (Ministério da Educação e Cultura), a criação de um fundo de assistência estudantil focado em impulsionar a educação básica brasileira, visando assegurar que as desigualdades socioeconômicas não impeçam que milhões de pessoas sejam postas à margem do analfabetismo funcional, assegurando seu direito constitucional à educação e, ainda, erradicando casos como os de Preciosa.