Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 13/01/2021

O termo fordismo refere-se ao sistema de produção em massa do século XX. Baseado na padronização de processos e linhas de montagem, esse incapacitava a promoção de ideias nos indivíduos, ou seja, não havia espaço para o pensar. Infelizmente, essa ainda é uma realidade para os brasileiros que são analfabetos funcionais. A incapacidade de interpretação leva esses a estagnarem no senso comum, dificultando a formação do pensamento crítico e gerando seres vulneráveis ao processo fordista.

Entende-se que a leitura e seus âmbitos são imprescindíveis para o processo de formação da capacidade de interpretação. Dessa forma, é possível relacionar os altos índices de analfabetos funcionais no Brasil, com a falta de incentivo aos livros nos anos escolares. Se durante a aprendizagem houvesse um processo o qual os estudantes fossem expostos gradualmente à leitura, escrita e criticidade, a interpretação mostria-se como reflexo. Além disso, há o desinteresse em formar cidadãos com pensamento crítico, assim como no século XX. É mais cômodo governar uma população que aceita as condições precárias em que vive, do que uma que quer aprender a entender o que está escrito.

Essa problemática reverbera em sequelas na sociedade contemporânea. Analfabetos funcionais estão mais propícios a desistirem das universidades ou instituição de educação, pois muitas vezes, não compreendem o que é solicitado. Ademais, os mesmos possuem empecilhos para bons cargos de empresas, já que há uma má formação acadêmica. Faz-se necessário ressaltar outro fator também preocupante: a condução do pensamento para o senso comum, gerando a vulnerabilidade desses indivíduos perante a uma sociedade que se move pela consciência critica.

Para que a problemática seja solucionada é mister o olhar para a educação. É preciso que o Ministério da Educação, por meio de parcerias com iniciativas privadas de apoio a leitura, elabore um projeto de lei o qual torna obrigatório a feira do livro dentro das escolas públicas e privadas. Essa deve contar com palestras, hora do conto e espaços para debate, a fim de fomentar o hábito de ler e assim evitar que haja novos analfabetos funcionais. Dessa forma, teremos uma sociedade pensante e longe do automático fordismo.