Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 14/01/2021
No filme “A menina que roubava livros”, é retratada a história fictícia de uma menina judia que encontrava nos livros uma forma de prazer em meio à Segunda Guerra Mundial, o que demonstra um dos vários benefícios da leitura. Entretanto, muitos brasileiros estão sendo privados de seus direitos à leitura por serem analfabetos funcionais.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o analfabetismo funcional é a incapacidade de compreender e utilizar a informação escrita. Segundo o Instituto Paulo Montenegro e a Ação Educativa, o número de analfabetos funcionais no Brasil totaliza 38 milhões. Entre as principais causas pode-se citar a má qualidade do Ensino Básico brasileiro, que sofre com o baixo incentivo à capacitação de seus professores, a falta de estrutura e os inúmeros casos de evasão escolar.
Ademais, a falta de incentivo à leitura também é um dos fatores que validam a permanência do analfabetismo funcional. De acordo com Voltaire, importante filósofo do século XVIII, a leitura engrandece a alma. Apesar disso, ela é muito pouco incentivada no Brasil, onde o número de leitores caiu em 4,6 milhões entre os anos de 2015 e 2019, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-livro em parceria com o Itaú cultural. Logo, inúmeras crianças têm deixado de ler e, consequentemente, estão tornando-se analfabetas funcionais.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar tal problemática. Para isso, é preciso que Ministério da Educação realize, por meio de amplos debates entre famílias, Estado e professores, a capacitação de seus professores no ensino básico e a introdução de novos métodos de ensino que se adequem às realidades de seus estudantes. Já, à mídia, cabe a função de realizar campanhas de doação de livros, incentivando à leitura. Dessa forma, a taxa de analfabetismo funcional cairá e gradativamente e teremos uma sociedade mais instruída.