Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 13/01/2021
No trecho da música do Gabriel Pensador ’’ Copiei, decorei, memorizei mas não entendi.’’ Faz uma crítica ao ensino obsoleto e ineficaz, em que os alunos frequentam a escola mas não adquirem conhecimento. Análogo a canção, essa é uma realidade evidente no Brasil, visto que a forma arcaica de como a educação é repassada no país, associado á falta de incentivo a leitura, faz com que as escolas formem cada vez mais analfabetos funcionais. Desse modo, urge a necessidade de alternativas para mitigar esse imbróglio.
Em primeira análise, segundo uma pesquisa publicada pela Agência Brasil, 29% da população brasileira é considera analfabeta funcional. Esse dado, evidencia como a educação é ultrapassada no país, tendo em vista que as escolas se limitam apenas ao ensino de contéudos, sem focar na praticidade e o desenvolvimento da análise crítica do aluno. Nesse contexto, Darcy Ribeiro ao analisar o método educativo no Brasil, define este como sendo um ‘‘pacto de meiocridade’’, onde professores fingem que ensinam e alunos fingem que aprendem, pois apesar de formados, fora da escola, esses indivíduos não conseguem exercer aquilo que é lhes ensinado dentro das salas de aulas.
Outrossim, é sábido que a leitura é uma importante alternativa para reduzir o analfabetismo funcional, uma vez que é responsável por aprimorar o conhecimento, aguçar a criatividade e o senso crítico dos cidadãos. Contudo, apesar de sua importância, faltam políticas públicas eficientes que visem incentivar o exercício leitor no Brasil, dado que não há incentivo nas instituições de ensino, e as bibliotecas são pouco atrativas, além do seu número ser muito abaixo para a formação de leitores. Para exemplificar, o Jornal Gazeta do Povo afirma que existe apenas 1 biblioteca para cada 30 mil habitantes. Dessa forma, muitos não conseguem ter acesso a livros, negligenciando cada vez mais a leitura no seu dia a dia.
Portanto, é preciso que o Estado, no papel do Ministério da Educação, crie um novo método de ensino para as intituições públicas. Isso deverá ser feito mediante uma maior capacitação dos professores, por meio de cursos gratuitos que visem instrui-los, de forma correta, a como repassarem o contúdo de maneira mais didática e prática aos alunos. Com isso, será possível que os estudantes aprendam de fato e não apenas decorem as matérias, como a crítica do Gabriel Pensador. Ademais, o governo deve destinar verba aos municípios para a construção e reforma de bibliotecas, com o objetivo de torná-las mais atraentes e incentivar um maior número de leitores no Brasil. Dessarte, cabe as escolas criarem projetos de leitura semanal desde o primário, para desenvolver a capacidade cognitiva das pessoas desde a infância e assim, será possível reduzir o analfabetismo no Brasil.