Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Segundo o filósofo Sartre, cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois ele seria livre e responsável por suas escolhas. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade dos profissionais da educação os quais aprovam alunos que não entendem o que estam lendo. Nessa perspectiva, esse cenário é desafiador, seja pela negligência governamental, seja pela inaplicabilidade de leis.
Em primeira análise, é válido ressaltar que a precariedade da educação pública acentua esse problema. Dada essa afirmação, vale mencionar que de acordo com a Constituição Federal, todos possuem direito a vida e ao bem-estar social. Dessa forma, nota-se que o Estado tem sido negligente, pois as escolas gratuitas estam sucateadas, por isso os jovens não têm vontade de estudar. Além disso, muitos profissionais são mal preparados e não percebem que alguns alunos possuem dificuldades de aprendizado, como o Transtorno do Déficit de Atenção (TDA). Logo, percebe-se a nessidade de mais investimentos nas instituições de ensino.
Em segunda análise, nota-se que a má aplicação de leis também é uma causa estruturante para essa problemática. Segundo o filósofo John Locke, as leis fizeram-se para os homens, e não para elas mesmas. Dessa maneira, afirma-se que toda lei deve ser criada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. Desse modo, é notória a irresponsabilidade do Poder Legislativo, visto que muitos cidadãos são excluidos da sociedade por não interpretarem o que leem.
Portanto, são necessárias novas alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil. Dado esse contexto, o Estado precisa melhorar a educação do país por meio da liberação de verbas para que obras sejam feitas nas escolas e da capacitação dos educadores, a fim de que apenas alunos que saibam interpretar textos sejam formados. Ademais, cabe ao Governo Federal defender e cumprir a Constituição, por conseguinte é necessário incluir na comunidade pessoas que sabem ler mas são analfabetas funcionais, por meio da promoção de cursos gratuitos de leitura e interpretação . Assim, o estado de bem-estar social deixará de ser uma utopia.