Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 13/01/2021
O analfabetismo funcional é determinado quando a pessoa é dotada da capacidade de ler e escrever algumas frases, mas não de interpretá-las. Estima-se que o problema afeta aproximadamente um terço de jovens e adultos, o que representa 38 milhões de brasileiros, segundo a ONG Ação Educativa e o Instituto Paulo Montenegro. Além disso, essa ignorância pode atingir indivíduos com um nível escolar considerado alto, tendo 30% dos universitários como analfabetos funcionais. Convém lembrar que, fatores como o descaso governamental e familiar contibuem para a continuidade do impasse. Logo, é fundamental a análise do assunto, com destaque em soluções sociológicas.
Inicialmente, cabe abordar a problemática com ênfase em princípios humanistas. De acordo com Jean-Paul Sartre, o homem deve zelar pelo bem coletivo em detrimento do individual, uma vez que ele está articulado a uma comunidade. No entanto, o analfabetismo funcional rompe com essa lógica altruísta, pois a educação da população é prejudicada (por não efetuar compreensão e censo crítico na pessoa), visto que o empecilho impede seu progresso no meio social. Isso ocorre porque o Poder Executivo não intervém de maneira eficaz, haja vista o gasto com impostos para promover a mudança desse quadro.
Ademais, é imperioso pontuar que as falhas na criação do indivíduo também são propulsoras do imbróglio. Destarte, o filósofo Aristóteles afirmava que os bons hábitos se formavam nas crianças pelo exemplo dos adultos, portanto, o princípio do aprendizado era a imitação. Posto isso, interfere-se que, caso as famílias não produzam educação acerca da ignorância funcional, elas serão agentes dos problemas sociais que atingem o século XXI, dado que a formação educacional do ser não depende apenas das escolas. Assim, urge a criação de campanhas informacionais para a mudança desse cenário.
Em suma, faz-se necessário uma intervenção. Para isso, o MInistério da Educação, a partir de verbas da União, deve produzir meios para facilitar a alfabetização funcional, como aplicativos e métodos eficientes nas salas de aula, a fim de tornar esse processo mais prático para os alunos, além de investir na formação dos professores acerca do quadro, para que o assunto possa ser trabalhado com precisão nas salas de aula. Outrossim, as famílias devem auxiliar no desenvolvimento funcional, pois a responsabilidade não é apenas das escolas. A partir das intermediações pontuadas, o problema em questão será mediado na contemporaneidade.