Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Após o triunfo da Revolução Cubana, em 1959, o líder revolucionário Fidel Castro promoveu um programa de literacia sui generis que conseguiu erradicar o analfabetismo na ilha caribenha. Apesar de Cuba ser configurada sob um sistema econômico diferente, essa conquista deve servir de exemplo, uma vez que o quadro de analfabetismo funcional no Brasil permanece crescente. Tal quadro é intensificado em razão de um método de ensino arcaico e da negligência parental quanto ao desempenho acadêmico de seus filhos.

Em primeira instância, evidencia-se que a configuração das instituições de ensino contemporâneas se encontra fundamentalmente obsoleta. O método de educação ainda vigente foi originado durante a Revolução Industrial, no século XIX, com o intuito de aplicar o modelo das fábricas no ambiente escolar, assim, falhando na instrução dos professores e, consequentemente, em estimular o pensamento crítico e analítico dos alunos. Dessa maneira, os estudantes, por terem sido educados com base em matérias conteudistas, têm dificuldades em aplicar o aprendizado no cotidiano, o que prejudica seu desenvolvimento linguístico.

Ademais, a terceirização da educação de crianças e adolescentes para as escolas por parte de seus responsáveis é um fator crucial contribuinte para o aumento do número de analfabetos funcionais no país. Embora o Ministério da Educação tenha lançado o projeto Conta pra Mim em 2020, com o objetivo de auxiliar a literacia no âmbito familiar, constata-se que muitas famílias não utilizam desse material por agirem com desdém quanto ao elo escola-família, presumindo que a escola é suficiente por si. Essa atitude, além de descumprir com a Constituição – quando garante que a educação é dever do Estado e da família –, é de cunho nocivo à aprendizagem devida desses indivíduos.

Dessarte, evidencia-se que, para solucionar a problemática do analfabetismo funcional são essenciais novas medidas que zelem pela educação. Urge, portanto, que o Governo Federal promova uma reforma no sistema educacional por meio do oferecimento de cursos que preparem os profissionais da educação adequadamente, desde que são esses que formam os estudantes, para que o sistema educacional seja atualizado. Além disso, é necessário que a família providencie maior assistência através da definição de um tempo exclusivo para a leitura em conjunto, visando a fomentação do hábito de leitura, já que o exercício de interpretação de textos é passo primordial para o combate ao analfabetismo funcional. Assim, o Brasil se aproximará da erradicação do analfabetismo funcional, tal como Cuba.