Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Segundo o art.6 da Constituição Federal de 1988, Carta magna do país, a educação é um direito social. Nesse viés, o analfabetismo funcional configura-se como um paradoxo referente a esse eixo social, pois, apesar do Brasil oferecer educação pública gratuita, essa educação, encontra-se defasada. Logo, esse cenário caótico necessita de medidas eficazes por parte do poder público e das instituições de ensino.

É relevante abordar, primordialmente, que é inadmissível, em um país com altas taxas tributárias, o governo não investir em políticas públicas efetivas para atenuar o analfabetismo funcional. sob essa ótica, sabe-se que vários estudantes, das redes pública e privadas, terminam o ensino médio sem aprender perfeitamente a matemática básica, exercícios de lógicas, como construir, interpretar e compreender textos. Sendo assim, segundo uma Pesquisa Nacional da educação, produzida pelo Ministério da Educação,em 2016, informa que 76,4 % dos estudantes que concluíram o ensino médio em rede estadual, não adquiriram aprendizado de qualidade. Assim, mudanças são imprescindíveis para melhoria dessa realidade.

Ademais, é válido salientar que a displicência estatal colabora com esse cenário. Nessa perspectiva, ao observar-se o contexto social desigual do Brasil, percebe-se que o acesso a educação de qualidade são privilégios para os detentores dos poderes econômicos. Consequentemente, os maiores índices de analfabetismo funcional se concentram nas camadas populares e em regiões que detêm baixos poderes aquisitivos, como por exemplo os interiores das regiões Norte e Nordeste, entretanto,o direito à educação, que deveria ser uma premissa constitucional, passa a ser um produto no universo capitalista.  Posto isso, comprovar os maléficios dessa conjuntura é urgente.

É de suma importância, portanto, a reformulação da postura Governamental sobre essa problemática supracitada. Outrossim, o Poder Executivo, em parceria com o Ministério da Educação, deve estabeleçer uma Politica Nacional de combate ao analfabetismo funcional no Brasil, desenvolvendo uma rede de avalição trimestral que por meio de uma infra-estrutura adequada consiga aplicar constantemente provas em todo o país, para avaliar os alunos de cada escola do Brasil. Desse modo, ficará mais facil de rastrear as escolas com pessímos indices de ensino e o governo deverá punir essas instituições ou capacitar de modo que a educação no país se torne mais igualitária. Dessa maneira, o direito a educação prometida pela Constituição federal de 1988, será efetivado no país e o analfabetismo funcional no Brasil será mitigado.