Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/01/2021

De acordo com dados do portal Nexo jornal, o número de analfabetos funcionais apresentou uma redução de cerca de 7,5% entre os anos de 2001 a 2015. Embora represente um pequeno avanço na educação, tal problemática ainda continua presente na realidade brasileira, em virtude da baixa elaboração de políticas públicas voltadas para o combate desse cenário. Diante disso, torna-se pertinente analisar como a falta do incentivo à leitura e o fornecimento de uma educação deficitária contribuem para esse contexto.

Primeiramente, deve-se ressaltar ainfluência do baixo incentivo à leitura na questão do analfabetismo funcional. Segundo o artigo 205 da Constituição Federal de 1988, é dever do estado e da família promover o acesso à educação. Nesse contexto, fica visível como o núcleo familiar também tem responsabilidade sobre a promoção do ensino, inclusive no desenvolvimento do hábito de leitura. Todavia, a busca em garantir o sustento familiar e, consequentemente, a priorização do trabalho tem feito com que os responsáveis negligenciem o seu papel e transfiram a escola essa função, o que compromete o processo de letramento efetivo, já que por meio da leitura tem-se o desenvolvimento de habilidades relacionadas à interpretação de fatos e domínio da língua.

Ademais, a oferta de um ensino deficiente também configura-se como impasse. Conforme o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Nesse sentindo, se o analfabetismo funcional apresenta-se, atualmente, como um problema social é porque  há uma lacuna educacional. Assim, verifica-se a forte influência dessa causa em relação ao problema, uma vez que a escola  não tem cumprido com o seu papel de formar cidadãos com bom domínio na área de linguagens, por manter metodologias que tornam o aluno passivo em relação ao conhecimento à medida em que o indivíduo apenas internaliza o saber transmitido pelo professor sem qualquer questionamento, dificultando, com isso, o próprio aperfeiçoamento intelectual.Logo, é inaceitável a persistência desse cenário.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, como alternativa para a redução do analfabetismo funciona no Brasil, cabe ao governo, responsável pela elaboração de políticas públicas, por meio de palestras e campanhas educativas, incentivar à participação familiar durante as etapas da educação, a fim que ocorra não apenas o estimulo à leitura mais também ao desenvolvimento de outras atividades escolares. Além disso, compete ainda ao poder público, através de debates com educadores, promover a elaboração de novos métodos de ensino que torne o estudante ativo em relação a aquisição de conhecimento, para que , a partir disso, tenha condições de interpretar as informações que o cerca.