Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Na minissérie " Segunda Chamada", da emissora Globo, é abordada as dificuldades enfrentadas pelas escolas na educação dos alunos. Apesar de fictícia, a obra cinematográfica retrata a realidade brasileira, marcada por infortunios na formação de estudantes críticos. Diante disso, é válido ressaltar os principais fomentadores das grandes taxas de analfabetismo funcional no Brasil: a ineficácia metodológica das escolas e a postura negligente do Governo.

Em primeira análise, é valido salientar que o ensino tradicional corrobora o grande número de indivíduos com a criticidade defasada. Segundo Paulo Freire, as instituições de ensino depositam nos alunos o conhecimento e estes de forma passiva o recebem. A partir disso, é possivel observar a importância das escolas na formação de cidadãos críticos. No entanto, tal premissa não tem sido posta em pratíca, uma vez que tais instituições têm o conhecimento passado de forma tecnicista, voltado para a memorizaçõa de assuntos direcionados para o vestibular. Por conseguinte por não conseguirem pôr em prática o que é ensinado nas escolas, a evasão escolar cresce, comprometendo a garantia de um emprego de qualidade o que corrobora o ciclo de pobreza no Brasil. Desse modo, é notória ligação da ineficácia das escolas e o problema.

Além disso, é notório q a postura negligente do poder público recrudesce a formação de educandos incapazes de interpretar textos. Segundo Hobbes, o Estado, por meio de um contrato, deve garantir o bem-estar da sociedade. No entanto, esse compromisso não tem sido posto em prática, uma vez que há estudantes fora das salas de aula, já que o governo carece de medidas públicas que alcancem e supram a necessidade desses jovens de trabalhar para ajudar suas famílias ao invés de dedicar-se aos estudos. Com isso por não conseguirem analisar de forma crítica os conteúdos que chegam, principalmente pela internet, informações falsas são facilmente compartilhadas por esses jovens produtos do trablhalho infantil. Desse modo, fica evidente a ineficácia do Governo na mitigação do impasse.

Evidencia-se, portanto, que o ensino metodológico das academias e a negligência do Governo corrobora o grande número de analfabetos funcionais no Brasil. Sendo assim, cabe ao MEC, ministério responsável por assuntos relacionados a educação, de fato, pôr em prática as normas da BNCC, por meio de profissionais qualificados, mitigando o ciclo de pobreza. Ademais, cabe ao Estado, por intermédio do redirecionamento do caixa, para programas que alcancem a parcela mais pobre dos cidadãos, com o objetivo da manutenção dos infantes na escola. Só assim, casos como o da “Segunda Chamada” ficarão somente na arte da ficção.