Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 15/01/2021
A educação no Brasil se inicia com a imposição dos jesuítas no território. Decerto, o sistema era focado na catequização de indígenas, porém filhos de colonos e portugueses recebiam um melhor ensino. Similarmente à contemporaneidade, as classes abastadas possuem melhores opções escolares, já que, segundo o IBGE, o analfabetismo está relacionado à renda familiar, evidenciando um problema social.
Em primeiro plano, deve-se analisar que 29% dos brasileiros têm dificuldade em ler e interpretar textos. Além disso, a escolaridade dos pais, ainda conforme o IBGE, reflete sobre os filhos, que perpetuam o sistema, claramente proposital. Seguindo a mesma questão, a maior parte dos analfabetos possuem mais de 60 anos e já frequentaram, em alguma parte da vida, a escola. A Constituição, pelo artigo 6°, garante a educação como um direito, mas o problema não é, apenas, oferecer a escola, mas sim como manter e estimular o estudante nela.
Ademais, a população rural tem, percentualmente, maior desvantagem, pois, com dados do Mapa do Analfabetismo no Brasil, tal tem uma taxa 3 vezes superior em relação a centros urbanos. Certamente, este não é somente um problema do Estado, visto que a iniciativa privada é quem, em sua maioria, acolherá essa mão de obra pouco qualificada. O problema é antigo e, pelo contexto do país, sem demonstração de melhora.
Portanto, são necessárias medidas que mudem o quadro histórico da nação. Dessa forma, o Ministério da Educação, em parceria com grandes empresas e a mídia, deve investir contra a evasão escolar e aproximar a família, base de todo o desenvolvimento do aluno, da escola. Esse financiamento deve promover programas como o “Escola 360”, no qual prevê o mantimento de escolas abertas todos os dias do ano, criando laços entre pessoas e a região escolar. Além disso, o governo federal deve descontar em torno de 10% do imposto de renda do capital privado que aceitar auxiliar o sistema. O apoio da mídia é essencial para a divulgação, visando que o Brasil não continue sendo o mesmo de 500 anos atrás.