Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Segundo a lei da inércia, de Newton, um corpo em repouso permanece assim até que uma força externa atue sobre ele. Essa máxima pode fazer referência, portanto, ao analfabetismo no Brasil, tendo em vista que tal problemática é um “corpo em repouso” e requer, urgentemente, que uma “força externa” seja capaz de movê-lo. No entanto, dois fatores dificultam a erradicação do probelma: a negligência governamental e a desigualdade social.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a Constituição Federal consagra, em seu artigo 205, a educação como direito fundamental de todos e dever do Estado, porém, o poder executivo não efetiva esse direito. De acordo com o Jornal da USP, cerca de 29% da população brasileira tem dificuldade para ler textos e para aplicar conceitos matemáticos básicos, contudo, esses dados são tristemente ignorados. É evidenciada, portanto, a negligência estatal que faz os direitos permanecerem utópicos.

Outrossim, segundo Eduardo Marinho, “não há competição onde há desigualdade de condições. Há covardia”. Com base no excerto, é possível afirmar que a desigualdade social é uma grande responsável pelo analfabetismo funcional eminente. Sabe-se que as escolas públicas são responsáveis pelo aprendizado de 82% dos jovens no ensino fundamental, no entanto, o sistema público de ensino encontra-se degradado, por falta de investimento e administração correta das verbas destinadas à educação. Covardemente, os incultos têm que “competir” por vagas com pessoas que têm uma alfabetização correta, consequentemente, não conseguem. Informações como essas devem ser analisadas a fim de que tal realidade seja transformada.

Em suma, “o progesso é impossível sem mudança”, conforme o jornalista George Bernard. Por isso para que haja uma mudança efetiva, o Governo, em parceria com o MEC ( Ministério da Educação), deve ofertar, aos jovens e adultos analfabetos, programas de alfabetização baseados no nível em que se encontra o indivíduo, por meio de salas de aula com profissionais especializados na área do letramento, com a finalidade de reduzir o número de analfabetos funcionais no país e tornar justa a “competição” por vagas nas instituições de ensino e por vagas no mercado de trabalho. Dessa forma, o corpo sairá do repouso.