Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 15/01/2021

“O ser humano é aquilo que a educação faz dele” é uma frase dita por Immanuel Kant que revela a importância da educação na formação dos cidadãos. Todavia, segundo a revista Exame, ainda existem cerca de 35 milhões de analfabetos funcionais no Brasil. Fato que demonstra a falha do sistema de educação brasileiro em formar seus cidadãos e torná-los aptos para a vida em sociedade.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a baixa aplicação de recursos públicos na educação é um fator determinante na permanência do analfabetismo funcional. Segundo o Ministério da Educação, somente 5% do PIB brasileiro é destinado à educação. Esse investimento não é suficiente para proporcionar uma boa estrutura escolar nem para conceder salários dignos aos professores. Logo, inúmeras crianças e adolescentes estão sendo prejudicados em sua formação, pela falta de qualidade do ensino básico.

Ademais, a falta de incentivo à leitura também valida a permanência da problemática. De acordo com Voltaire, importante filósofo do século XVIII, a leitura engrandece a alma. Apesar disso, ela é muito pouco incentivada no Brasil, onde o número de leitores caiu em 4,6 milhões entre os anos de 2015 e 2019, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú cultural. A realidade digital tem tornado cada vez mais comum o uso de equipamentos tecnólogicos desde a infância, fazendo com que as crianças não adquiram o hábito de leitura, que é muito importante no alfabetismo funcional por treinar os leitores na interpretação de textos  simples até os mais complexos.

Portanto, são necessárias medidas capazes de combater o analfabetismo funcional. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação realize, por meio de amplos debates entre Estado, famílias e professores, a capacitação de seus professores no ensino básico e a introdução de novos métodos de ensino que se adequem às realidades de seus estudantes. Já, ao Governo, cabe a função de investir maior capital no sistema de educação . A mídia, por sua vez, deve realizar campanhas de doação de livros, incentivando à leitura. Dessa forma, a taxa de analfabetismo funcional cairá e a população brasileira será verdadeiramente instruída.