Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 16/01/2021
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Essa frase de Nelson Mandela, nobel da paz e ícone da luta contra o Apartheid, retrata o grande potencial do aprendizado. Entretanto, em vista da alta taxa de analfabetismo funcional presente no Brasil, esse instrumento transformador encontra-se comprometido. Desse modo, deve-se analisar como a deficiência do ensino e a visão social negativa do estudo causam essa problemática e como resolvê-la.
Em primeiro lugar, vale salientar a gravidade e influência do sistema educacional deficitário nessa questão. Em meio a isso, é pertinente mencionar a filósofa alemã Hannah Arendt, a qual retrata, no livro “A Banalidade do Mal”, o maior mal ser aquele visto como algo presente no cotidiano das pessoas. Nesse sentido, a deficiência no ensino, presente em maior intensidade nas escolas públicas, está entre os mais graves males, uma vez que é um problema crônico no país e ocasiona prejuízo à absorção de conhecimento do indivíduo. Como consequência disso, podem ser observados os dados, de 2018, do Indicador de Analfabetismo Funcional, os quais retratam 29% dos brasileiros serem analfabetos funcionais.
Outrossim, vale entender a visão negativa da sociedade em relação ao estudo como outra causa desse quadro. Acerca disso, cabe ressaltar o educador francês Henri Wallon, que caracteriza a dimensão afetiva e o ambiente como fatores determinantes na aprendizagem. Nesse contexto, é possível observar a influência, no desinteresse pelo estudo, da visão presente na sociedade brasileira de que o estudo é desgastante e tedioso, visto que são sentimentos ruins. Dessa maneira, enxerga-se que esse fator contribui para a prevalência da dificuldade de leitura e interpretação de textos.
Portanto, diante do cenário de alto índice de analfabetismo funcional no Brasil, a busca de alternativas para reduzi-lo é essencial. Destarte, o governo deve promover projetos de aulas de reforço obrigatórias, por meio da contratação de professores e aumento do horário letivo, para aqueles alunos que apresentarem dificuldades nas provas ou que quiserem participar, com intuito de melhorar a qualidade do ensino e atingir o grupo específico de discentes que possuem dificuldades. Ademais, cabe à família incentivar os filhos a estudarem e sempre dialogar com eles a respeito da importância do conhecimento, a fim de que a ideia do estudo como algo desgostoso seja extinguida. Assim, o país poderá combater as dificuldades de leitura e interpretação existentes e, finalmente, usar a educação para transformar o mundo de maneira realmente efetiva.