Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 16/01/2021
No filme brasileiro, de 1998, “Central do Brasil” é mostrado em diversas situações o impacto negativo que a falta da alfabetização pode gerar na vida do ser humano. Apesar de se tratar de uma trama ficcional, a história narrada no filme não se distancia da realidade, com o grande número de analfabetos no país, devido à falta de uma estrutura escolar eficiente e a precária fiscalização da lei, torna-se claro a necessidade de medidas que visem retardar a analfabetização no Brasil.
Em primeiro instante, vale ressaltar que o despreparo das unidades escolares é um grande desmotivador para os alunos brasileiros. Nesse sentido, em razão à escassez de professores, falta de cobrança e a uma edificação deteriorada, os estudantes não se vêem obrigados a estudar, já que é costume no ensino público a aprovação de alunos independente de notas. Como exemplo, temos uma reportagem do G1 em que, o avô de um garoto de dez anos afirma que apesar do neto apresentar bons resultados no boletim, o menino ainda não conseguia escrever o próprio nome.
Outrossim, diversos jovens são obrigados a abandonar os estudos para ajudar nas obrigações da casa, o que é ilegal de acordo com o artigo cinqüenta e três do Estatuto da Criança e do Adolescente. No entanto, apesar da existência dessa lei, não ocorre uma fiscalização que garanta o seu pleno funcionamento. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem aproximadamente 1,8 milhões de crianças em situação de trabalho infantil. Consequentemente, esses mesmos infantos não terão acesso ao estudo básico e não desenvolverão nenhum intelecto.
Portanto, visando mitigar as problemáticas apresentadas no texto, torna-se necessário que o Governo Federal realize o reparo das instituições de ensino público e garanta pedagogos capacitados, por meio da viabilização de mais verbas para o Ministério da Educação, a fim de assegurar o acesso ao ensino, garantido na Constituição Federal. Além disso, cabe aos municípios divulgarem aos cidadãos, por intermédio de campanhas impressas e midiáticas, o Disque 100, que, através de uma ligação gratuita, é possível denunciar casos de trabalho infantil, com o intuito de retirar esses jovens da servidão.