Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/01/2021
São chamados de analfabetos funcionais os indivíduos que, embora saibam reconhecer letras e números, são incapazes de compreender textos simples, bem como realizar operações matemáticas mais elaboradas. O analfabetismo funcional reflete no país como um todo, impasses como a falta de mão-de-obra especializada e estão relacionados com a base da educação brasileira, que deixa a desejar, afetando diretamente o mercado de trabalho e o desenvolvimento nacional.
Segundo os dados do IBGE, a taxa de analfabetismo entre jovens de 15 anos foi de 7% no ano de 2017, ou seja, aproximadamente 11 milhões de brasileiros nessa faixa etárea que não sabem ler ou escrever. Em 2019 essa taxa caiu para 6,6%, no entanto, o número ainda é muito alto e preocupante. Embora o número de analfabetos tenha diminuído no Brasil nos últimos quinze anos, o analfabetismo funcional ainda é um fantasma que atinge até mesmo estudantes que frequentam o ensino superior, desfazendo o mito de que ele estaria intrinsecamente relacionado à baixa escolaridade.
A aprovação do Fundeb (Fundo da educação básica) é um avanço no combate à analfabetização no Brasil, visto que inclui a educação infantil no financeamento. No entanto, é necessário manter a linha de trabalho em curso, por meio do financeamento adequado e construção de estabelecimentos de educação infantil por meio de programas, como o programa Proinfância, que já construiu mais de 1000 escolas no país todo.
Desenvolver métodos que priorizem o letramento é fundamental para que o analfabetismo funcional seja superado, e para isso é inquestionável a importância do trabalho conjunto entre pais e professores. Não cabe somente à escola o papel de alfabetizar e letrar, visto que o letramento é uma prática presente em diversas situações do cotidiano, envolvendo não apenas a leitura de textos, mas também o desenvolvimento da capacidade de elaborar opiniões próprias diante dos conteúdos acessados. A aprendizagem deve ser universalizada, propiciando assim que todos os leitores atinjam o nível pleno da alfabetização funcional.