Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/03/2021
Na Filosofia, o pensador Platão criou a “Alegoria da Caverna”, a qual exemplificava como o ser humano é capaz de se libertar por meio do conhecimento.Mesmo séculos depois, essa teoria ainda é útil para analisar problemas sociais, principalmente os relacionados à educação, como o analfabetismo. Tal problema nacional, embora apresente melhoras gradativas, ainda é um forte indicador de que o país precisa melhorar seu sistema educacional. Nesse sentido, o analfabetismo funcional brasileiro é fruto de uma grande ausência de possibilidades, visto que a maioria dos analfabetos sofre forte exclusão social, bem como essa parcela ainda carece de oportunidades para mudar tal situação.
Em primeira análise, a forte exclusão social que esse grupo sofre é um desafio a ser combatido. Apesar de muitos brasileiros saberem que essa questão não é culpa dos afetados, eles continuam a desdenhar dessa problemática, pois não são afetados por ele. Sob essa ótica, a música “Classe Média”, do cantor Max Gonzaga, aborda esse assunto ao mostrar que a mediocracia se interessa mais em parecer com os ricos do que em se preocupar com os pobres e tentar ajudá-los, pois não querem ser mal vistos pela alta classe, quando têm muito mais em comum com a classe baixa do que com a burguesia. Nesse contexto, pode-se inferir que o individualismo e a exclusão da parcela analfabeta acarretam uma nova forma de preconceito, de modo que a discriminam, mas suas realidades no âmbito educacional não são tão diferentes como pensa a classe média. Desse modo, a discriminação e a exclusão são ocasionadas pela falta de empatia vinda de próprios comuns, como é mostrado na música de Max Gonzaga.
Ademais, há ainda grande carência por parte dos iletrados para conseguirem mudar suas situações. Em sua obra “República”, Platão desenvolveu a chamada “Alegoria da Caverna”, que explica que o homem pode se libertar da escravidão por meio da verdade, que é o conhecimento. Entretanto, na atual realidade, poucos têm acesso a essa libertação, de modo que reduz as oportunidades de demais parcelas de também poderem ter uma educação de qualidade. Nesse âmbito,percebe-se que, enquanto poucos cidadãos têm condições de acessar com facilidade o caminho para o conhecimento, outros ficam sujeitos às mazelas de um sistema injusto.Dessa maneira, em uma sociedade devidamente amparada, a “Alegoria da Caverna” poderia ser igualitariamente aplicada, o que diverge do cenário nacional.
Portanto, é preciso que esse desafio brasileiro seja tratado com a veemência adequada.Nessa perspectiva, é necessário que o Ministério da Educação aumente os incentivos nas escolas de iniciativas que visem ao vínculo do aluno com a instituição.Tal iniciativa será feita por meio de bons profissionais que fornecerão uma organização de qualidade,assim,para reduzir o analfabetismo funcional e formar um país de oportunidades para todos, o Brasil se aproximará da condição de poder igualitária.