Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 10/03/2021
Consoante ao filósofo Sêneca, “a educação exige maiores cuidados, pois ela influi sobre toda a vida”. Nesse sentido, o pensador aborda a relevância da educação para a sociedade, relacionando-se com a notoriedade do analfabetismo funcional no Brasil. Diante disso, apontam-se como causas dessa problemática a negligência estatal e a ignorância popular, sendo fulcral a busca por mitigá-la.
Primeiramente, cabe analisar o ideário da educadora Maria Montessori, a qual afirma que a escola deve oferecer além do acúmulo de informações e garantir a formação integral do indivíduo. No entanto, na realidade brasileira, é perceptível o descaso estatal em prover a plena educação aos cidadãos, determinando o analfabetismo funcional. Dessa forma, a falta de verbas no ensino público e de incentivos a ações comunitárias e interativas, bem como a precária infraestrutura e dificuldade de acesso a atividades profissionalizantes são aspectos contribuintes para o analfabetismo funcional. Logo, esse cenário se faz um entrave para a mobilidade social, para a entrada no mercado de trabalho e mantém a desigualdade, sendo imprescindível a busca por amenizá-lo.
Ademais, vale abordar o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, o qual afirma que o ser social é formado a partir da assimilação de normas e princípios, sendo o individuo produto do meio. Sob essa ótica, na contemporaneidade brasileira, o desconhecimento das famílias acerca da importância da aplicação de atividades que desenvolvam a capacidade funcional dos infantos causa o seu analfabetismo. Desse modo, a falta de incentivo familiar a práticas de leitura e de raciocínio lógico, e a noção de que a escola deve se encarregar da formação das crianças e jovens contribuem para os altos índices de analfabetismo funcional. Assim, a incapacidade desses indivíduos de desenvolver o pensamento lógico e criativo caracteriza a desqualificação da mão de obra, fazendo-se um entrave para o progresso social e econômico do país, explicitando a urgência da busca pelo combate a esse quadro.
Portanto, a partir da análise de suas causas e efeitos, é possível encontrar caminhos para enfrentar o analfabetismo funcional no Brasil. Nesse viés, urge ao Governo Federal, já que é o responsável pela gestão do país, mediado pela contratação de profissionais qualificados no ensino público, implementar atividades que incentivem o raciocínio lógico e a interação, com o fim de desenvolver a capacidade funcional dos infantos. Também, é vital que o Governo Federal, por meio da aplicação de verbas em campanhas midiáticas, promova o acesso a informação às famílias acerca da formação da funcionalidade dos filhos, com práticas de leitura e de jogos interativos, com o intuito de formar uma população mais independente e capacitada, influindo de forma correta sobre sua vida, como citado por Sêneca.