Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 26/03/2021
No livro 1984, escrito por George Orwell é retratada a tirania do “Grande irmão” que encobre as informações com o intuito de fazer com que a população perca seu senso crítico e viva em função do trabalho. Da mesma maneira, milhões de brasileiros são exclusos da sociedade e, consequentemente, não são letrados. Sendo assim, a precariedade da alfabetização é uma consequência direta da desigualdade e provoca a disseminação da cultura do trabalho. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro intrinsicamente ligado á aspectos educacionais.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que um significativo obstáculo para o a alfabetização da população é a desigualdade educacional. Prova disso é que as 5 cidades mais pobres estão na região Norte e Nordeste, assim como mais de 50% da população analfabeta encontra-se no Nordeste segundo o IBGE. Em outras palavras, a pobreza é um parâmetro diretamente relacionado a escassez educacional, o que estimula a desigualdade e desencadeia a exclusão dessas pessoas. Dessa forma, entende-se que é necessário uma intervenção estatal com o objetivo de subtrair a problemática. Outrossim, uma consequência visível da carência de garantias do letramento é a cultura do trabalho. Segundo o sociólogo Karl Marx, a força de trabalho no mundo capitalista é considerada uma mercadoria, de tal forma que o proletário vende sua força de trabalho como meio de sustento financeiro. Ademais, esse pensamento está em voga até os dias atuais, e infelizmente ainda tem sido a realidade na vida de pessoas sem letramento. Portanto, fica visível a urgência de uma solução para o problema abordado.
Infere-se, portanto, que a garantia da alfabetização da população brasileira é um impedimento a cidadania plena e, portanto, deve ser analisada de forma eficaz. Sendo assim, o Ministério da Educação deve promover o letramento, por meio da criação de salas de debates aliado a propagandas que incentivam o pensamento crítico, para que seja possível o aprimoramento intelectual do povo brasileiro e por consequência a redução da problemática. Assim será possível viver em um país que honra a máxima do economista William Arthur Lewis: “A educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”.