Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 29/03/2021
Segundo o filósofo brasileiro Mario Sérgio Cortella, “um país é feito de homens e livros”, o que elucida a importância da educação para o desenvolver do Estado. Entretanto, a situação de analfabetismo funcional no Brasil mostra que a realidade é antagônica a isto. Nessa contexto, a falta de interesse de educadores e alunos, acrescidos da evasão escolar na infância, são contribuintes para esse cenário.
Em primeira análise, vale destacar que o escritor e antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, criou o conceito de que a educação brasileira vive um “pacto de mediocridade”, em que professores, mal remunerados e insatisfeitos, fingem ensinar, e discentes, desinteressados e muitas vezes, negligenciados pela própria escola, fazem o mesmo em relação a aprender, isso por sua vez gera pessoas que, mesmo possuindo certo grau de escolaridade, não conseguem ao menos interpretar textos simples. Nesse tocante, o filme “escritores da liberdade” ilustra essa ocorrência com uma turma que está pestes a se formar, mas que, por terem sido marginalizados no âmbito escolar, mal sabem ler.
Além disso, muitos leigos operantes estão nessa situação por terem sido impulsionados a abandonar a escola cedo, sendo que, dados do Ministério da Educação publicados em 2016, apontam que a principal causa para essa evasão escolar é a gravidez na adolescência. Este fator é evidenciado na minissérie televisionada “Segunda Chamada”, em que Gislaine, após engravidar, abandona os estudos e entra na prostituição para sustentar a família, e anos depois retorna às aulas para tentar mudar de vida.
Portanto, é primordial que medidas para reduzir o analfabetismo funcional sejam tomadas. Desse modo, cabe aos Ministérios da Educação e da Cultura, juntamente das respectivas secretarias municipais e estaduais, executar projetos que valorizem os professores, como o aumento se salário e bônus para aqueles que os alunos se destacarem, ademais, é necessário que os alunos com maior dificuldade sejam acolhidos e recebam ajuda, sendo ela financeira ou psicológica, como bolsas de estudos e uma profissional da psicologia disponibilizada pela escola, assim, através dessas atitudes, o Brasil poderá ser um exemplo de país que citou Mario Sergio Cortella.