Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 17/04/2021

Desde a chegada dos Jesuítas no Brasil, com a intenção de catequizar os indígenas, o conhecimento está sendo passado entre o meio social. Porém, o acesso a leitura e a educação ainda é extremamente elitista nos dias atuais, em que a informação de qualidade é reservada somente aos detentores de capital, isso sem falar na discrepância racial presente na comunidade brasileira, isso fomenta um desconhecimento entre a camada mais baixa da sociedade. Da mesma forma, os rarefeitos investimentos do Ministério da Educação somado com o descaso social, fomenta o analfabetismo no país, em que a leitura não é valorizada e os livros são produtos de luxo.

Em primeira análise, segundo as pesquisas do movimento Todos Pela Educação, cerca de 2,4 milhões de crianças entre quatro a dezessete anos estão fora da escola. Entre as razões para ocasionar tal fenômeno, pode-se evidenciar a baixa renda familiar, o trabalho informal infantil e a discriminação de cor e gênero. Outrossim, conforme regredimos no tempo, essas diferenças se tornam cada vez mais acentuadas e barreiras físicas começam a surgir, em que instituições públicas de ensino se tornam não tão comuns e a população da área rural dificilmente teria acesso a alfabetização. Dessarte, entre as decorrências fomentadas, pode-se citar o analfabetismo funcional de grande parte da população humilde, que mal teve acesso aos livros na infância e não pratica a leitura em seu cotidiano.

Sob um segundo olhar, no livro Fahrenheit 451, é retratado a queima de livros, ou seja, é evidenciada a negação do conhecimento. Sob uma perspectiva semelhante, o descaso do Ministério da Educação em investir na alfabetização da população é indubitável, em que as crianças não são incentivadas a ter acesso aos livros, além de ver a escola como um dever e não como uma oportunidade. Isso contribui para a rarefeita leitura entre os jovens, fomentando o analfabetismo funcional. Além disso, na sociedade hodierna, os livros são produtos reservados somente aos privilegiados e intelectuais, favorecendo a redução da leitura no meio social, comprometendo o conhecimento e a compreensão.

Diante dos fatos supracitados, é de incubência do Ministério da Educação investir no ensino brasileiro e em projetos como “Todos Pela Educação”, que tem como objetivo levar a alfabetização para todos, inclusive os mais velhos e como consequência garantir a democratização do conhecimento e reduzir o analfabetismo entre o meio mais humilde. Ademais, o Ministério das Comunicações, em conjunto com o Ministério da Educação deve garantir livros didáticos para os alunos, além de fomentar o incentivo ao ensino à leitura por meio de propagandas nas mídias, acerca da importância da escola e dos livros, com o objetivo de reduzir os casos de analfabetismo entre os jovens e incentivar a leitura.