Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 19/04/2021

Desde a chegada dos Jesuítas no Brasil, com a intenção de catequizar os indígenas, o conhecimento está sendo passado entre o meio social. Porém, o acesso à leitura e à educação ainda é extremamente elitista, em que a informação de qualidade é reservada somente aos detentores de capital, isso sem falar na discrepância racial presente na comunidade brasileira, isso fomenta um desconhecimento na camada mais baixa da sociedade. Da mesma forma, os rarefeitos investimentos do Ministério da Educação somado com o descaso social, fomenta o analfabetismo no país em que o hábito da leitura não é valorizado e os livros são tratados como produtos de luxo.

Em primeira análise, segundo as pesquisas do movimento Todos Pela Educação, cerca de 2,4 milhões de crianças entre quatro a dezessete anos estão fora da escola. Entre as razões para ocasionar tal fenômeno, pode-se evidenciar a baixa renda familiar, o trabalho informal infantil e a discriminação de cor e gênero. Outrossim, conforme regredimos no tempo, essas diferenças se tornam cada vez mais acentuadas e barreiras físicas começam a surgir, em que instituições públicas de ensino se tornam não tão comuns e a população da área rural dificilmente teria acesso a alfabetização. Dessarte, entre as decorrências fomentadas, pode-se citar o analfabetismo funcional de grande parte da população humilde, que mal teve acesso aos livros na infância e não pratica a leitura em seu cotidiano.

Sob um segundo olhar, no livro Fahrenheit 451, é retratado a queima de livros, ou seja, é evidenciada a negação do conhecimento. Sob uma perspectiva semelhante, o descaso do Ministério da Educação em investir na alfabetização da população é indubitável, em que as crianças não são incentivadas a ter acesso aos livros, além de ver a escola como um dever e não como uma oportunidade. Isso contribui para a rarefeita leitura entre os jovens, fomentando o analfabetismo funcional. Além disso, na sociedade hodierna, os livros são produtos reservados somente aos privilegiados e intelectuais, favorecendo a redução da leitura no meio social, comprometendo o conhecimento e a compreensão.

Diante dos fatos supracitados, é de incubência do Ministério da Educação investir no ensino brasileiro e em projetos como “Todos Pela Educação”, que tem como objetivo levar a alfabetização para todos, inclusive os mais velhos e como consequência garantir a democratização do conhecimento e reduzir o analfabetismo entre o meio mais humilde. Ademais, o Ministério das Comunicações, em conjunto com o Ministério da Educação deve garantir livros didáticos para os alunos, além de fomentar o incentivo ao ensino à leitura por meio de propagandas nas mídias, acerca da importância da escola e dos livros, com o objetivo de reduzir os casos de analfabetismo entre os jovens e incentivar a leitura.